SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Sobre a farmacoterapia preconizada para DPOC, segundo a diretriz publicada em 2024 da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD), considere as sentenças abaixo: I - A combinação de broncodilatadores de longa ação (agonistas beta-2 de ação longa e antagonistas muscarínicos de longa ação) só deve ser utilizada em pacientes com exacerbações frequentes, pois não há evidências de benefícios sintomáticos em pacientes sem histórico de exacerbações. II - O uso indiscriminado de corticosteroides inalatórios pode aumentar o risco de pneumonia, sendo contraindicado em alguns perfis de pacientes, como aqueles que possuem taxa de eosinófilos < 100 células/μL. III - Em pacientes com hipercapnia crônica persistente e exacerbações frequentes, o uso de inibidores da fosfodiesterase-4, como a teriflunomida, pode ser uma opção terapêutica quando há evidência de bronquite crônica e um VEF1 < 50%. Assinale a alternativa que indica as sentenças CORRETAS.
GOLD 2024: ICS em DPOC ↑ risco pneumonia; contraindicado se eosinófilos < 100 células/μL.
A diretriz GOLD 2024 enfatiza a individualização do tratamento da DPOC. O uso de corticosteroides inalatórios (ICS) deve ser criterioso, pois aumenta o risco de pneumonia e é menos eficaz em pacientes com baixos níveis de eosinófilos, sendo desaconselhado abaixo de 100 células/μL.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. As diretrizes da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) são atualizadas anualmente e fornecem um guia essencial para o manejo da doença. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas, parênquima pulmonar e vasculatura pulmonar, levando a bronquiolite obstrutiva e enfisema. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que revela limitação persistente do fluxo aéreo pós-broncodilatador. A estratificação dos pacientes em grupos (A, B, C, D) baseia-se nos sintomas e no histórico de exacerbações, orientando a escolha terapêutica. A farmacoterapia da DPOC visa reduzir sintomas, frequência e gravidade das exacerbações, e melhorar a tolerância ao exercício. Broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) são a base do tratamento. Corticosteroides inalatórios (ICS) são reservados para pacientes com exacerbações frequentes e níveis elevados de eosinófilos, devido ao risco aumentado de pneumonia. Inibidores da fosfodiesterase-4, como o roflumilast, são opções para casos específicos de DPOC grave com bronquite crônica e exacerbações.
A combinação LABA/LAMA é indicada para pacientes sintomáticos (grupos B, C, D da GOLD) que não obtiveram controle adequado com monoterapia, proporcionando maior alívio sintomático e melhora da função pulmonar.
Níveis de eosinófilos no sangue são um biomarcador importante. Pacientes com eosinófilos > 300 células/μL tendem a responder melhor ao ICS, enquanto < 100 células/μL indicam menor benefício e maior risco de pneumonia.
O roflumilast é o inibidor da fosfodiesterase-4 indicado para pacientes com DPOC grave (VEF1 < 50%), bronquite crônica e histórico de exacerbações frequentes, visando reduzir a inflamação e as exacerbações.
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