DPOC Exacerbado: Diagnóstico e Manejo em Idosos Tabagistas

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Maria, de 78 anos de idade, é tabagista e tem carga tabágica de oitenta anos‑maço. Ela foi à UBS para reavaliar uma tosse que não passa há mais de dois meses e recentemente piorou. Diversos exames foram feitos para investigar a tosse de Maria, mas todos tiveram resultados incipientes. No relato do prontuário, foram observados BK no escarro negativo, RX de tórax com leve aumento dos espaços intercostais e exames laboratoriais sem alteração. Ela contou que, nos últimos quatro dias, após ter tomado friagem, teve uma piora importante da tosse, com saída de secreção amarelada, e teve um piora da dificuldade respiratória ao caminhar. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável no caso de Maria.

Alternativas

  1. A) asma crônica
  2. B) DPOC exacerbado
  3. C) tuberculose pulmonar
  4. D) crise asmática
  5. E) fibrose pulmonar

Pérola Clínica

DPOC exacerbado = piora aguda de tosse, dispneia, escarro em tabagista com DPOC prévio.

Resumo-Chave

A exacerbação da DPOC é uma piora aguda dos sintomas respiratórios (tosse, dispneia, volume/purulência do escarro) em pacientes com DPOC crônica, frequentemente desencadeada por infecções respiratórias. O histórico de tabagismo intenso é um forte indicativo da doença de base.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo, geralmente causada por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. A carga tabágica de oitenta anos-maço de Maria é um forte indicativo de DPOC. A exacerbação da DPOC é um evento agudo caracterizado por uma piora dos sintomas respiratórios do paciente que requer uma mudança na medicação. As exacerbações da DPOC são frequentemente desencadeadas por infecções respiratórias (virais ou bacterianas), poluição do ar ou outras irritações. Os sintomas incluem aumento da dispneia, tosse e produção de escarro, que pode se tornar purulento. O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente (tabagismo, sintomas crônicos) e na apresentação aguda. Exames como radiografia de tórax podem ser úteis para excluir outras condições, mas nem sempre mostram alterações significativas na exacerbação simples. O tratamento de uma exacerbação da DPOC envolve o uso de broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, se houver sinais de infecção bacteriana (escarro purulento, febre), antibióticos. A oxigenoterapia pode ser necessária para corrigir a hipoxemia. É crucial monitorar o paciente para sinais de insuficiência respiratória. A prevenção de futuras exacerbações inclui a cessação do tabagismo, vacinação e reabilitação pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para definir uma exacerbação da DPOC?

Uma exacerbação da DPOC é definida por uma piora aguda dos sintomas respiratórios (dispneia, tosse, volume e/ou purulência do escarro) que vai além das variações diárias e requer uma mudança na medicação habitual.

Qual o papel do tabagismo na DPOC e suas exacerbações?

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da DPOC. A exposição crônica à fumaça do cigarro causa inflamação e destruição das vias aéreas e do parênquima pulmonar, tornando os pulmões mais suscetíveis a infecções e exacerbações.

Como diferenciar uma exacerbação de DPOC de uma crise asmática em um paciente idoso?

A DPOC geralmente tem um início mais insidioso e progressivo, associado ao tabagismo, com limitação do fluxo aéreo pouco reversível. A asma, por outro lado, é caracterizada por inflamação reversível das vias aéreas e episódios de broncoespasmo, muitas vezes com histórico de atopia.

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