PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente idoso é internado com relato de dispneia progressiva nos últimos três dias, associada a tosse e expectoração amarelada abundante, sem febre. Diz ser portador de DPOC e ter sido internado, com crise semelhante, há seis meses. Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA:
DPOC exacerbado + Acidose (pH < 7,35) + pCO2 > 45 → VNI é prioridade.
A Ventilação Não Invasiva (VNI) é o tratamento de escolha para insuficiência respiratória hipercápnica no DPOC, reduzindo a necessidade de intubação e a mortalidade.
A exacerbação do DPOC é definida como um agravamento agudo dos sintomas respiratórios que resulta em terapia adicional. A fisiopatologia envolve o aumento da inflamação das vias aéreas e aprisionamento aéreo (hiperinsuflação dinâmica). O tratamento baseia-se em broncodilatadores de curta ação, corticoides sistêmicos e, se houver sinais de infecção bacteriana, antibióticos. A VNI revolucionou o prognóstico desses pacientes, sendo uma intervenção de nível de evidência A para evitar a ventilação mecânica invasiva.
A antibioticoterapia é indicada com base nos Critérios de Anthonisen. O paciente deve apresentar pelo menos dois dos três sintomas: aumento da dispneia, aumento do volume do escarro e aumento da purulência do escarro (sendo a purulência obrigatória se houver apenas dois critérios). Também é indicada para pacientes que necessitam de ventilação mecânica (invasiva ou não).
A VNI deve ser considerada em pacientes com exacerbação de DPOC que apresentam dispneia moderada a grave com uso de musculatura acessória e evidência gasométrica de acidose respiratória (pH < 7,35) e/ou hipercapnia (pCO2 > 45 mmHg). Ela ajuda a reduzir o trabalho respiratório, melhora as trocas gasosas e evita a fadiga diafragmática.
Não. Na exacerbação, os corticoides sistêmicos (como a prednisona) são usados por um curto período (geralmente 5 a 7 dias) para acelerar a recuperação da função pulmonar e reduzir o tempo de internação. O uso contínuo de corticoides orais não é recomendado devido aos graves efeitos colaterais sistêmicos, preferindo-se os corticoides inalatórios para pacientes com fenótipo específico (ex: eosinofilia ou exacerbações frequentes).
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