UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Sra. MACG, de 60 anos, apresenta um quadro de tosse crônica com secreção esbranquiçada e dispneia no grau 1 pela escala mMRC (0-4). Dentre os hábitos de vida, informa a história de fumar 10 cigarros por dia há 20 anos. Diante desse quadro, para a investigação diagnóstica, optou-se pela realização de uma espirometria, cujos resultados mostraram uma Capacidade Vital Forçada (CVF) normal, Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) = 76% e a relação VEF1/CVF de 0,65, sem alteração após a prova broncodilatadora. Nesse caso, além de mandatória, na abordagem para tratamento do tabagismo está indicado o início de qual medicação por via inalatória?
DPOC GOLD 1-2, mMRC 1 → Broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA) como primeira escolha.
A paciente apresenta DPOC (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador, embora não tenha sido feita prova broncodilatadora na questão, o VEF1/CVF de 0,65 já indica obstrução). Com VEF1 de 76%, ela se enquadra em GOLD 1 (leve) ou 2 (moderado). Com dispneia mMRC 1, ela é sintomática, mas com poucos sintomas. De acordo com as diretrizes GOLD, para pacientes com DPOC e sintomas leves (grupo B), um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA) é a terapia inicial recomendada.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo a principal causa. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que revela uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70. A classificação da DPOC, de acordo com as diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), baseia-se na gravidade da obstrução do fluxo aéreo (VEF1) e na avaliação dos sintomas (escala mMRC ou CAT) e histórico de exacerbações. Para pacientes com VEF1 entre 50-80% do previsto (GOLD 2) ou >80% (GOLD 1) e sintomas leves (mMRC 0-1, grupo A ou B), a terapia inicial recomendada é um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA). O tratamento da DPOC visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante. A escolha do broncodilatador de longa ação (beta-2 agonista de longa ação - LABA, ou anticolinérgico de longa ação - LAMA) deve ser individualizada, e a combinação de LABA+LAMA é considerada para pacientes com sintomas mais persistentes. Corticosteroides inalatórios são geralmente reservados para pacientes com exacerbações frequentes ou com características de asma/eosinofilia elevada.
O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria que mostra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,70. O VEF1 também é usado para classificar a gravidade da obstrução (GOLD 1 a 4).
A escala mMRC (Modified Medical Research Council) avalia o grau de dispneia do paciente, variando de 0 a 4. É um componente chave para classificar o paciente em grupos (A, B, C, D) e guiar a escolha do tratamento farmacológico.
Broncodilatadores de longa ação (LABA ou LAMA) são a base do tratamento farmacológico para a maioria dos pacientes com DPOC, especialmente aqueles com sintomas. Eles são indicados para reduzir sintomas, melhorar a tolerância ao exercício e prevenir exacerbações.
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