UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Homem com DPOC apresentou duas exacerbações no último ano, uma delas necessitando de internação. Escore do questionário de avaliação da DPOC (CAT): 18, Escore de dispneia (mMRC = 3). VEF1 = 40%. A classificação da doença e a conduta farmacológica indicada são, respectivamente:
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, sendo uma das principais causas de morbimortalidade global. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para guiar o diagnóstico, avaliação e manejo, otimizando o tratamento e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A classificação GOLD atualiza anualmente suas diretrizes, combinando a avaliação espirométrica (VEF1) com a avaliação de sintomas (CAT ou mMRC) e o histórico de exacerbações para categorizar os pacientes em grupos A, B, C ou D. O Grupo D representa pacientes com alto risco de exacerbações e alta carga sintomática, exigindo a terapia mais intensiva. O tratamento farmacológico da DPOC Grupo D visa maximizar a broncodilatação e reduzir o risco de exacerbações. A combinação de LABA e LAMA é a terapia de escolha, proporcionando melhora significativa na função pulmonar e nos sintomas. Em casos selecionados, a adição de corticosteroides inalados (CI) pode ser considerada, especialmente em pacientes com eosinofilia ou histórico de exacerbações frequentes apesar da broncodilatação dupla.
A classificação GOLD para o tratamento da DPOC considera dois eixos: a gravidade da obstrução do fluxo aéreo (VEF1 pós-broncodilatador, em estágios GOLD 1 a 4) e o nível de sintomas e risco de exacerbações (grupos A a D, baseados no CAT/mMRC e histórico de exacerbações). O tratamento é guiado pelos grupos A-D.
Um paciente é classificado no Grupo D se tiver alto risco de exacerbações (≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 exacerbação grave com internação no último ano) E alto nível de sintomas (CAT ≥ 10 ou mMRC ≥ 2). A gravidade espirométrica (GOLD I-IV) é uma informação adicional, mas não define o grupo de tratamento A-D.
A principal estratégia farmacológica para pacientes com DPOC Grupo D é a broncodilatação dupla, utilizando um agonista beta-2 de ação prolongada (LABA) em combinação com um antagonista muscarínico de ação prolongada (LAMA). Essa combinação oferece maior broncodilatação e melhora dos sintomas e da qualidade de vida.
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