DPOC GOLD 2024: Classificação e Tratamento do Grupo B

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 65 anos, tabagista de 40 maços-ano, vem ao ambulatório com queixa de dispneia aos esforços há dois anos, sem episódios de hospitalização nem de exacerbação nos últimos 18 meses. Relata tosse produtiva matinal frequente. Ao exame: MV diminuído bilateralmente, sem sibilos ou estertores. A espirometria pós - broncodilatador revela VEF1/CVF de 0,65 e VEF1 de 65% do previsto. O escore mMRC é 2, e o CAT totaliza 12 pontos. Com base no caso descrito, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A classificação do GOLD 2024 utiliza as letras A, B, C e D para categorizar os pacientes com DPOC e este se enquadra no grupo A, visto que não teve exacerbações recentes no último ano.
  2. B) O tratamento inicial para este paciente deve incluir antibiótico, broncodilatador e corticosteroide inalatório e/ou sistêmico.
  3. C) O escore mMRC leva em consideração a frequência de tosse, presença de muco e limitação das atividades diárias, além da dispneia.
  4. D) Este paciente enquadra-se no grupo B e seu tratamento inicial deve incluir broncodilatador de longa ação.
  5. E) A espirometria deste paciente mostra VEF1 < 70% do previsto. Este dado enfraquece a indicação de tratamento específico do tabagismo nesta fase, uma vez que a DPOC já está instalada.

Pérola Clínica

DPOC GOLD B: mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10, sem exacerbações graves → Broncodilatador de longa ação.

Resumo-Chave

A classificação GOLD para DPOC considera sintomas (mMRC, CAT) e histórico de exacerbações, além da espirometria. Pacientes com sintomas significativos (mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10) mas sem exacerbações frequentes ou hospitalizações se enquadram no grupo B, cujo tratamento inicial é com broncodilatador de longa ação.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva, caracterizada por limitação do fluxo aéreo persistente, geralmente causada pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo a principal causa. Afeta milhões globalmente, representando uma importante causa de morbidade e mortalidade. A compreensão de sua classificação e manejo é crucial para a prática médica, especialmente para residentes. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é a diretriz mais aceita para o manejo da DPOC. A versão 2024 enfatiza a avaliação individualizada dos pacientes com base em três pilares: confirmação espirométrica, avaliação dos sintomas (mMRC e CAT) e histórico de exacerbações. O VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70 confirma o diagnóstico, enquanto os sintomas e exacerbações direcionam para os grupos A, B ou E, que guiam o tratamento. O tratamento da DPOC visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. Para o Grupo B, caracterizado por mais sintomas mas baixo risco de exacerbações, a terapia inicial consiste em broncodilatadores de longa ação (LABA ou LAMA). A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante em qualquer estágio da doença, e a reabilitação pulmonar é benéfica para muitos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais critérios definem o Grupo B da DPOC na classificação GOLD 2024?

O Grupo B da DPOC é definido por um escore mMRC de dispneia ≥ 2 ou um escore CAT ≥ 10, indicando maior carga de sintomas, mas sem histórico de exacerbações que levaram a hospitalização ou ≥ 2 exacerbações moderadas no último ano.

Qual é o tratamento inicial recomendado para pacientes com DPOC do Grupo B?

Para pacientes no Grupo B, o tratamento inicial recomendado é um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA). A escolha entre LABA e LAMA pode ser individualizada, e a terapia combinada pode ser considerada se os sintomas persistirem.

Como a espirometria se encaixa na classificação GOLD 2024 da DPOC?

A espirometria é fundamental para o diagnóstico da DPOC (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador) e para determinar o grau de obstrução (GOLD 1, 2, 3, 4 com base no VEF1). No entanto, a classificação dos grupos A, B, E para tratamento é baseada primariamente nos sintomas e histórico de exacerbações, não no grau de obstrução.

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