DPOC: Classificação GOLD e Estratificação de Risco (2015)

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2015

Enunciado

Levando-se em consideração a classificação em grupos da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC-, de acordo com a intensidade dos sintomas e risco de exacerbações, assinale a alternativa que é compatível com um paciente portador de DPOC estratificado no "grupo C".

Alternativas

  1. A) VEF1 maior que 50%; duas ou mais exacerbações no último ano, dispneia aos esforços maiores que os habituais.
  2. B) 50% < VEF1 < 80%; uma ou menos exacerbações no último ano e dispneia aos esforços maiores que os habituais.
  3. C) 30% < VEF1 < 50%; duas ou mais exacerbações no último ano e dispneia de repouso. 
  4. D) VEF > 50%; uma ou menos exacerbações ao ano e dispneia aos mínimos esforços.

Pérola Clínica

DPOC Grupo C (GOLD 2015): VEF1 > 50%, ≥ 2 exacerbações/ano, dispneia.

Resumo-Chave

A classificação GOLD para DPOC (anterior a 2023) estratificava os pacientes em grupos A, B, C e D com base na gravidade da obstrução do fluxo aéreo (VEF1), no número de exacerbações anuais e na intensidade dos sintomas (dispneia). O grupo C era caracterizado por menor gravidade da obstrução, mas alto risco de exacerbações.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória progressiva e prevenível, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para a avaliação e manejo da DPOC, orientando a terapia farmacológica e não farmacológica. A classificação GOLD, em sua versão anterior a 2023 (relevante para a questão de 2015), dividia os pacientes em quatro grupos (A, B, C, D) com base na gravidade da obstrução do fluxo aéreo (avaliada pelo VEF1 pós-broncodilatador) e no risco de exacerbações e intensidade dos sintomas. O grupo C, por exemplo, incluía pacientes com VEF1 ≥ 50% do previsto (menos grave em termos de obstrução), mas com alto risco de exacerbações (duas ou mais no último ano) e sintomas significativos. O tratamento da DPOC é individualizado e visa reduzir os sintomas, diminuir a frequência e gravidade das exacerbações, melhorar a tolerância ao exercício e a qualidade de vida. Isso inclui a cessação do tabagismo, reabilitação pulmonar, vacinação e terapia farmacológica com broncodilatadores (beta-2 agonistas de longa ação - LABA, e anticolinérgicos de longa ação - LAMA) e, em alguns casos, corticosteroides inalatórios (CI).

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros utilizados na classificação GOLD da DPOC?

A classificação GOLD utiliza o VEF1 pós-broncodilatador para determinar a gravidade da obstrução do fluxo aéreo e, em conjunto com o número de exacerbações anuais e a intensidade dos sintomas (avaliada por questionários como CAT ou mMRC), estratifica os pacientes em grupos A, B, C e D.

Qual a importância de estratificar o paciente com DPOC em grupos (A, B, C, D)?

A estratificação em grupos é crucial para guiar o tratamento farmacológico inicial e a escolha das terapias, visando reduzir sintomas e o risco de exacerbações futuras, personalizando a abordagem terapêutica para cada paciente.

Como a dispneia é avaliada para a classificação GOLD da DPOC?

A dispneia é avaliada por escalas como a mMRC (modified Medical Research Council) ou o CAT (COPD Assessment Test). Pacientes com mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10 são considerados de maior sintomatologia.

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