UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Homem de 60 anos, tabagista há 30 anos (20 cigarros/dia), refere dispneia, quando sobe ladeiras ou escadas, e tosse matutina com pouca secreção há, aproximadamente, dois anos. Não costuma ter exacerbações, mas, há seis meses, necessitou de internação hospitalar em enfermaria por 10 dias. Atualmente, apresenta índice de dispneia 1 pela escala de dispneia do MRC – (Medical Research Council) e CAT score (COPD Assessment Test) = 09. Um hemograma feito revelou 95 eosinófilos, e a espirometria evidenciou: VEF1/CVF < 70% pós-BD e VEF1 = 40%, sendo diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).Considerando as siglas SABA (beta-2 agonista de curta duração), LABA (beta-2 agonista de longa duração), LAMA (anticolinérgico de longa duração) e o GOLD 2022 (Estratégia global para prevenção, diagnóstico e manejo da DPOC), a classificação e o tratamento farmacológico inicial desse paciente são, respectivamente,
DPOC GOLD 2022: VEF1 40% (Grave) + MRC 1 (Baixo sintoma) + 1 internação (Alto risco) → Grupo C.
O paciente tem VEF1 de 40% (GOLD 3 - grave), CAT score 9 (baixo sintoma) e histórico de 1 internação hospitalar no último ano (alto risco de exacerbação). Pelo GOLD 2022, a combinação de baixo sintoma e alto risco o classifica como Grupo C, cujo tratamento inicial é um LAMA.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para guiar o manejo. A classificação GOLD 2022 divide os pacientes em grupos A, B, C e D com base na gravidade dos sintomas (avaliados por CAT score ou escala MRC) e no risco de exacerbações (histórico de exacerbações moderadas ou hospitalizações). O VEF1 pós-broncodilatador é usado para graduar a limitação do fluxo aéreo (GOLD 1 a 4). Pacientes com baixo sintoma (CAT < 10 ou MRC 0-1) e alto risco de exacerbações (≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 hospitalização no último ano) são classificados como Grupo C. O tratamento farmacológico inicial para o Grupo C da DPOC, conforme o GOLD 2022, é um broncodilatador de longa duração, sendo o LAMA (anticolinérgico de longa duração) a primeira escolha. A escolha do tratamento visa reduzir sintomas e o risco de exacerbações, melhorando a qualidade de vida do paciente.
A classificação GOLD 2022 utiliza o VEF1 para determinar a gravidade da obstrução (GOLD 1-4) e uma avaliação combinada de sintomas (CAT score ou MRC) e histórico de exacerbações (número de exacerbações e hospitalizações) para definir os grupos A, B, C ou D.
O Grupo C inclui pacientes com poucos sintomas (CAT < 10 ou MRC 0-1) mas com alto risco de exacerbações (≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 hospitalização no último ano).
Para pacientes no Grupo C, o tratamento farmacológico inicial recomendado é um broncodilatador de longa duração, preferencialmente um LAMA (anticolinérgico de longa duração).
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