UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 45 anos, sem comorbidades, com múltiplas lesões nodulares, móveis e de aspecto fibroelástico em região dorsal, apresenta exame de ultrassom evidenciando que tais nódulos são lipomatoses. O médico indica retirada cirúrgica ambulatorialmente. Tendo em vista que o paciente pesa aproximadamente 60kg e que a unidade fornece lidocaína com epinefrina 2% (20mg/mL), a dose máxima de anestésico que poderá ser usada é de:
Lidocaína com epinefrina: dose máxima = 7 mg/kg.
A dose máxima de lidocaína com epinefrina é de 7 mg/kg de peso corporal. É crucial calcular essa dose para evitar toxicidade sistêmica do anestésico local, que pode levar a manifestações neurológicas e cardiovasculares graves. A concentração da solução (2% = 20mg/mL) é fundamental para converter a dose em miligramas para o volume a ser administrado.
O uso de anestésicos locais é fundamental em diversos procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, como a retirada de lipomatoses. A lidocaína com epinefrina é uma das combinações mais utilizadas devido à sua eficácia e ao prolongamento do efeito anestésico. No entanto, a segurança do paciente depende diretamente do cálculo correto da dose máxima para evitar toxicidade sistêmica. A dose máxima de lidocaína com epinefrina é estabelecida em 7 mg/kg de peso corporal. É crucial que o profissional de saúde converta a concentração da solução (por exemplo, 2% = 20 mg/mL) para miligramas e, em seguida, calcule o volume total seguro a ser administrado. A epinefrina, ao causar vasoconstrição, retarda a absorção da lidocaína, permitindo uma dose um pouco maior em comparação com a lidocaína pura (4,5 mg/kg). A toxicidade por anestésicos locais é uma complicação rara, mas potencialmente grave, que pode se manifestar com sintomas neurológicos (como tontura, convulsões) e cardiovasculares (como arritmias e parada cardíaca). A prevenção é a melhor abordagem, enfatizando a importância do cálculo preciso da dose, da aspiração antes da injeção para evitar injeção intravascular e do monitoramento do paciente durante e após o procedimento.
A dose máxima recomendada de lidocaína com epinefrina é de 7 mg/kg de peso corporal. Para lidocaína pura (sem vasoconstritor), a dose máxima é de 4,5 mg/kg.
A epinefrina é um vasoconstritor que prolonga o efeito anestésico da lidocaína ao reduzir sua absorção sistêmica, diminuindo a toxicidade e a hemorragia no local da injeção. No entanto, deve ser usada com cautela em extremidades e em pacientes com certas condições cardíacas.
Os sinais de toxicidade sistêmica por lidocaína podem incluir sintomas neurológicos (tontura, zumbido, parestesias periorais, convulsões) e, em casos mais graves, cardiovasculares (bradicardia, hipotensão, arritmias e parada cardíaca).
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