IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
A dose máxima de lidocaína, acima da qual há elevado risco de toxicidade, situa-se entre:
Dose máxima lidocaína (sem epinefrina) = 4-5 mg/Kg; com epinefrina = 7 mg/Kg.
A dose máxima de lidocaína sem epinefrina é de 4-5 mg/Kg. A adição de epinefrina (vasoconstritor) retarda a absorção sistêmica da lidocaína, permitindo uma dose máxima maior (até 7 mg/Kg) e prolongando o efeito anestésico.
A lidocaína é um dos anestésicos locais mais utilizados na prática médica, essencial para procedimentos menores e bloqueios nervosos. No entanto, seu uso requer conhecimento preciso da dose máxima para evitar toxicidade sistêmica, que pode ser grave e potencialmente fatal. A dose máxima recomendada de lidocaína sem epinefrina é de 4-5 mg/Kg. Quando combinada com epinefrina (geralmente na concentração de 1:100.000 ou 1:200.000), a dose máxima pode ser aumentada para até 7 mg/Kg. A epinefrina atua como vasoconstritor, diminuindo o fluxo sanguíneo local, o que retarda a absorção da lidocaína para a circulação sistêmica. Isso não só prolonga a duração da anestesia local, mas também reduz o pico de concentração plasmática do anestésico, minimizando o risco de toxicidade. Os sinais de toxicidade da lidocaína são dose-dependentes e afetam principalmente o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular. Os sintomas iniciais do SNC incluem tontura, zumbido, parestesias periorais, disartria e tremores. Com doses mais elevadas, podem ocorrer convulsões e depressão respiratória. A toxicidade cardiovascular manifesta-se por bradicardia, hipotensão e, em casos extremos, arritmias cardíacas e parada cardíaca. É crucial monitorar o paciente e estar preparado para o manejo da toxicidade, que inclui suporte ventilatório, benzodiazepínicos para convulsões e emulsão lipídica intravenosa para toxicidade cardiovascular grave.
Os primeiros sinais incluem sintomas neurológicos como tontura, zumbido, parestesias periorais, disartria e tremores. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões e depressão do SNC.
A epinefrina atua como vasoconstritor, diminuindo a absorção sistêmica da lidocaína no local da injeção. Isso prolonga o efeito anestésico local e reduz a concentração plasmática máxima, permitindo uma dose total maior com menor risco de toxicidade.
A epinefrina deve ser evitada em áreas com suprimento sanguíneo terminal (dedos, nariz, orelhas, pênis) devido ao risco de isquemia e necrose. Também deve ser usada com cautela em pacientes com doença cardíaca grave ou hipertireoidismo.
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