COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Com relação à anestesia infiltrativa, assinale a afirmativa correta:
Lidocaína dose máxima = 7mg/kg com epinefrina; 4,5mg/kg sem epinefrina.
A dose máxima de anestésicos locais é crucial para evitar toxicidade sistêmica, especialmente em áreas vascularizadas. A epinefrina prolonga a ação e permite doses maiores de lidocaína ao reduzir a absorção sistêmica.
A anestesia infiltrativa é uma técnica fundamental na prática médica, especialmente em procedimentos ambulatoriais e cirurgias de pequeno porte. Consiste na injeção de um anestésico local diretamente nos tecidos para bloquear a condução nervosa e induzir analgesia na área desejada. A compreensão das doses máximas e da farmacologia dos anestésicos é crucial para a segurança do paciente e para evitar complicações. A lidocaína é um dos anestésicos locais mais utilizados, pertencente ao grupo das amidas. Sua ação é rápida e de duração intermediária. A adição de um vasoconstritor, como a epinefrina, é uma prática comum para prolongar o efeito anestésico, reduzir o sangramento local e diminuir a absorção sistêmica do fármaco, permitindo o uso de doses maiores com menor risco de toxicidade. É imperativo que o residente conheça as doses máximas recomendadas para cada anestésico, com e sem vasoconstritor, para prevenir a toxicidade sistêmica. A dose máxima de lidocaína com epinefrina é de 7 mg/kg (até 500 mg), enquanto sem epinefrina é de 4,5 mg/kg (até 300 mg). A procaína, um éster, tem duração mais curta e é menos utilizada atualmente. A monitorização do paciente durante e após a administração é essencial para identificar precocemente qualquer sinal de toxicidade.
A dose máxima de lidocaína sem vasoconstritor é de 4,5 mg/kg, com um limite total de 300 mg para adultos, devido à rápida absorção sistêmica.
A epinefrina atua como vasoconstritor, diminuindo o fluxo sanguíneo local, o que retarda a absorção do anestésico, prolonga seu efeito e permite o uso de doses maiores com menor risco de toxicidade sistêmica.
Os sinais incluem tontura, zumbido, dormência perioral, tremores, convulsões e, em casos graves, depressão cardiovascular e respiratória. A monitorização é fundamental.
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