Anestésicos Locais: Doses Máximas e Segurança Clínica

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente feminina, internada para realizar cantoplastia após quadro de paroníquias de repetição. No momento apresenta lesão em hálux direito, com sinais flogísticos locais e saída de secreção purulenta. Já fez uso de antibióticos sem melhora. Qual a dose máxima dos anestésicos abaixo está CORRETA para realizar o bloqueio?

Alternativas

  1. A) Lidocaína 2% - sem limite de dose máxima.
  2. B) Ropivacaína 10mg/kg.
  3. C) Tetracaína 10mg/kg.
  4. D) Bupivacaína 3mg/kg.

Pérola Clínica

Bupivacaína dose máxima = 3 mg/kg (sem vasoconstritor) ou 4 mg/kg (com vasoconstritor).

Resumo-Chave

A escolha do anestésico local e sua dose máxima são cruciais para evitar toxicidade sistêmica, especialmente em bloqueios regionais. A bupivacaína, por sua alta potência e longa duração, possui uma dose máxima menor que a lidocaína.

Contexto Educacional

O conhecimento das doses máximas dos anestésicos locais é fundamental na prática médica, especialmente em procedimentos cirúrgicos menores e bloqueios regionais. A segurança do paciente depende diretamente da correta administração e do respeito aos limites farmacológicos de cada substância. A toxicidade sistêmica por anestésicos locais (LAST) é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, que pode se manifestar com sintomas neurológicos e cardiovasculares. A fisiopatologia da LAST envolve a absorção sistêmica excessiva do anestésico, levando a concentrações plasmáticas tóxicas. O diagnóstico precoce é crucial, e o tratamento inclui suporte ventilatório, controle de convulsões e, em casos graves, a administração de emulsão lipídica intravenosa. A prevenção é a melhor estratégia, através do uso da menor dose eficaz, aspiração prévia à injeção e fracionamento da dose. Para residentes, é vital memorizar as doses máximas dos anestésicos mais comuns, como lidocaína (4-5 mg/kg sem vasoconstritor; 7 mg/kg com) e bupivacaína (2-3 mg/kg sem vasoconstritor; 4 mg/kg com), e entender os fatores que aumentam o risco de toxicidade, como idade extrema, comorbidades cardíacas e hepáticas, e locais de injeção altamente vascularizados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de toxicidade sistêmica por anestésicos locais?

Os sinais incluem tontura, zumbido, dormência perioral, convulsões e, em casos graves, arritmias cardíacas e parada cardiorrespiratória.

Por que a bupivacaína tem uma dose máxima menor que a lidocaína?

A bupivacaína é mais potente e cardiotóxica que a lidocaína, exigindo doses menores para alcançar o efeito desejado e minimizar riscos.

Qual a importância do uso de vasoconstritores com anestésicos locais?

Vasoconstritores, como a epinefrina, prolongam a duração da anestesia, diminuem a absorção sistêmica do anestésico e reduzem o sangramento local, permitindo doses totais ligeiramente maiores em alguns casos.

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