HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
A dose-limite do anestésico local lidocaína sem vasoconstritor para um homem de 70 kg é:
Lidocaína sem vasoconstritor: dose máxima é 5 mg/kg (para 70kg = 350 mg).
A dose máxima recomendada de lidocaína sem vasoconstritor é de 5 mg/kg de peso corporal. Para um paciente de 70 kg, isso corresponde a 350 mg, sendo crucial respeitar esse limite para evitar toxicidade sistêmica e garantir a segurança do paciente.
Os anestésicos locais são fármacos amplamente utilizados em diversas especialidades médicas para promover analgesia e anestesia regional, bloqueando reversivelmente a condução nervosa. A lidocaína é um dos anestésicos locais mais comuns, caracterizada por um início de ação rápido e duração intermediária. Seu uso seguro depende do conhecimento da dose máxima permitida para evitar a toxicidade sistêmica. A dose máxima de lidocaína varia conforme a presença ou ausência de vasoconstritor. Sem vasoconstritor, a dose máxima recomendada é de 5 mg/kg de peso corporal. Quando associada a um vasoconstritor, como a adrenalina, a dose máxima pode ser aumentada para 7 mg/kg. O vasoconstritor retarda a absorção sistêmica da lidocaína, prolongando seu efeito local e diminuindo a concentração plasmática de pico, o que reduz o risco de toxicidade. A toxicidade sistêmica por anestésicos locais (LAST) é uma complicação grave, mas rara, que pode afetar o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular. Os sintomas de toxicidade do SNC incluem tontura, zumbido, dormência perioral, tremores e convulsões. A toxicidade cardiovascular pode manifestar-se como bradicardia, arritmias e depressão miocárdica. O manejo da LAST envolve suporte vital e a administração de emulsão lipídica intravenosa. Residentes devem dominar o cálculo das doses e o reconhecimento precoce dos sinais de toxicidade.
Sem vasoconstritor, a dose máxima é de 5 mg/kg. Com vasoconstritor (adrenalina), a dose máxima aumenta para 7 mg/kg, pois a vasoconstrição retarda a absorção sistêmica do anestésico, prolongando seu efeito e reduzindo a toxicidade.
Os sinais iniciais incluem tontura, zumbido, dormência perioral, gosto metálico e tremores. Com doses maiores, podem ocorrer convulsões, depressão respiratória, bradicardia e arritmias cardíacas, exigindo intervenção imediata.
O tratamento envolve a interrupção da administração do anestésico, suporte ventilatório e circulatório, e a administração de emulsão lipídica intravenosa (Intralipid), que atua como um 'sumidouro' para o anestésico local, reduzindo sua concentração plasmática.
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