UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Dos fármacos abaixo, utilizados para sedoanalgesia, aquele que está menos associado à ocorrência de hipotensão arterial é:
Cetamina → sedoanalgésico com menor risco de hipotensão, devido a estimulação simpática.
A cetamina é um agente sedoanalgésico que, ao contrário de outros como propofol e dexmedetomidina, tende a manter ou até aumentar a pressão arterial e frequência cardíaca devido à sua ação simpaticomimética indireta. Isso a torna uma opção favorável em pacientes com risco de hipotensão ou choque.
A sedoanalgesia é um pilar fundamental no manejo de pacientes críticos e em procedimentos cirúrgicos, sendo a escolha do fármaco crucial para a segurança do paciente. A compreensão dos efeitos hemodinâmicos de cada agente é essencial para evitar complicações, como a hipotensão arterial, que pode comprometer a perfusão de órgãos vitais. A cetamina se destaca entre os sedoanalgésicos por seu perfil hemodinâmico único. Ao contrário de outros agentes como propofol e dexmedetomidina, que frequentemente causam hipotensão por vasodilatação e/ou depressão miocárdica, a cetamina tende a manter ou até elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Este efeito é mediado por uma estimulação simpática indireta, resultando na liberação de catecolaminas endógenas. Para residentes, é vital reconhecer que a cetamina é uma excelente opção em cenários de instabilidade hemodinâmica, como choque hipovolêmico ou séptico, onde a manutenção da pressão arterial é prioritária. Seu uso também é vantajoso em pacientes asmáticos devido às suas propriedades broncodilatadoras. Contudo, é importante estar ciente de outros efeitos, como o aumento da pressão intracraniana e ocular, e a possibilidade de reações psicomiméticas na recuperação.
Propofol, dexmedetomidina e opioides (fentanil, morfina) são comumente associados à hipotensão devido à vasodilatação e/ou depressão miocárdica.
A cetamina causa estimulação simpática indireta, liberando catecolaminas e resultando em aumento da pressão arterial e frequência cardíaca, embora possa haver depressão miocárdica direta mascarada.
É preferível em pacientes com risco de hipotensão, choque hipovolêmico, trauma grave ou asma, devido ao seu perfil hemodinâmico e broncodilatador.
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