UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Menino, 7 anos de idade, trazido para consulta devido a quadro de dores recorrentes em membros inferiores iniciado há cerca de um ano. Relata que as dores têm frequência variável, acontecem mais no final do dia, algumas vezes acorda no meio da noite com dor. Refere melhora com massagens no local. Exame físico sem alterações. Com base nesse caso clínico, o diagnóstico mais provável e a conduta inicial são, respectivamente,
Dores de crescimento: <12 anos, noturnas/fim do dia, melhora com massagem, EF normal. Excluir patologias com exames.
Dores de crescimento são um diagnóstico de exclusão em crianças. A apresentação clássica inclui dor bilateral em membros inferiores, predominantemente noturna ou no final do dia, que melhora com massagens e não se associa a alterações ao exame físico. Exames laboratoriais (hemograma, VHS) são para excluir outras causas.
As dores de crescimento são uma causa comum de dor musculoesquelética em crianças, afetando até 30% da população pediátrica. Embora o termo sugira uma relação com o crescimento ósseo, a etiologia exata ainda é desconhecida, sendo considerada uma síndrome de dor idiopática. É fundamental para o médico tranquilizar os pais e a criança, explicando a benignidade da condição, após a exclusão de outras patologias. O diagnóstico das dores de crescimento é clínico e de exclusão. Os critérios incluem idade entre 3 e 12 anos, dor bilateral e intermitente em membros inferiores (coxas, panturrilhas, atrás dos joelhos), predominantemente noturna ou no final do dia, que melhora com massagem ou calor, e um exame físico completamente normal. Não há sinais inflamatórios, limitação de movimento ou claudicação. A fisiopatologia pode envolver fadiga muscular ou alterações na postura. A conduta inicial envolve a exclusão de outras causas de dor, como infecções, inflamações, neoplasias ou condições ortopédicas. Para isso, exames laboratoriais como hemograma completo e VHS são úteis para descartar processos inflamatórios ou sistêmicos. Se esses exames forem normais e o quadro clínico for típico, não há necessidade de exames de imagem. O tratamento é sintomático, com massagens, compressas quentes e analgésicos simples, como paracetamol ou ibuprofeno, conforme necessário.
As dores de crescimento tipicamente afetam crianças entre 3 e 12 anos, são bilaterais, localizadas nas coxas ou panturrilhas, ocorrem no final do dia ou à noite, e melhoram com massagens ou analgésicos simples, sem alterações ao exame físico.
Embora o diagnóstico seja clínico, a solicitação de hemograma completo e VHS é importante para excluir outras condições mais graves, como infecções, inflamações ou neoplasias, que poderiam apresentar sintomas semelhantes.
Sinais de alerta incluem dor unilateral, dor persistente pela manhã, claudicação, febre, perda de peso, inchaço articular, limitação de movimentos, alterações cutâneas ou dor que não melhora com massagem, sugerindo investigação adicional.
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