AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Mulher de 52 anos dá entrada no pronto socorro com queixa de dor abdominal, de intensidade 6-7/10, mal locałlzada, em queimação, de início há sete horas. Tern náuseas, vomitou duas vezes e não tem diarreia. Apresenta temperatura de 37°C., PA de 120x80 mmHg, pulso de 81bpm e oximetria de 95. A ausculta cardiopulmonar é normal. O exame do abdome apresenta ruídos intestinais um pouco exacerbados sem contratura da parede abdominal.Podemos deduzir que o quadro clínico álgico é decorrente
Dor visceral = mal localizada, em queimação/cólica, náuseas/vômitos, transmitida por aferentes simpáticos.
A dor visceral é tipicamente mal localizada, difusa, com caráter de queimação, cólica ou peso, e frequentemente acompanhada de sintomas autonômicos como náuseas e vômitos. Isso ocorre porque as vísceras têm inervação sensitiva menos densa e mais difusa, transmitida por fibras simpáticas, dificultando a localização precisa pelo paciente.
A avaliação da dor abdominal é um dos desafios mais comuns no pronto-socorro, exigindo um entendimento aprofundado da fisiopatologia da dor. A dor abdominal pode ser classificada em visceral, somatoparietal ou referida, cada uma com características distintas que auxiliam no diagnóstico diferencial. A dor visceral é originada nos órgãos abdominais (vísceras ocas ou sólidas) e é transmitida por fibras nervosas aferentes simpáticas. As características da dor visceral incluem ser mal localizada, difusa, com caráter de queimação, cólica, peso ou aperto. Frequentemente, é acompanhada de sintomas autonômicos como náuseas, vômitos, sudorese e palidez, devido à ativação do sistema nervoso autônomo. Essa má localização se deve à inervação sensitiva menos densa e mais difusa das vísceras, além da convergência de fibras viscerais e somáticas nos mesmos segmentos medulares. No manejo da dor abdominal, é crucial diferenciar a dor visceral da somatoparietal, que indica irritação do peritônio parietal e é mais bem localizada e exacerbada por movimentos. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente e no alívio sintomático, enquanto a investigação diagnóstica prossegue com exames complementares direcionados pela história e exame físico. A compreensão dessas nuances é fundamental para guiar a conduta e evitar erros diagnósticos.
A dor visceral é tipicamente mal localizada, difusa, com caráter de queimação, cólica ou peso. Frequentemente é acompanhada de sintomas autonômicos como náuseas, vômitos, sudorese e palidez.
A dor visceral é transmitida por fibras nervosas aferentes simpáticas que inervam as vísceras. Essas fibras convergem para os mesmos segmentos da medula espinhal que as fibras somáticas, o que explica a má localização e a dor referida.
A dor visceral é difusa e mal localizada, enquanto a dor somatoparietal (parietal) é bem localizada, aguda e piora com movimentos ou palpação, indicando irritação do peritônio parietal.
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