Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
Pacientes com dor torácica no setor de emergência, identificados como de risco baixo ou intermediário, tem como adequado o item:
Dor torácica risco baixo/intermediário → TE normal = baixo risco eventos CV, alta segura.
Em pacientes com dor torácica no pronto-socorro classificados como de baixo ou intermediário risco para Síndrome Coronariana Aguda, um teste ergométrico normal é uma ferramenta valiosa para estratificação de risco. Ele indica um bom prognóstico, com baixo risco de eventos cardiovasculares maiores a curto e médio prazo, permitindo uma alta hospitalar mais segura e precoce.
A dor torácica é uma das queixas mais comuns no pronto-socorro, e a principal preocupação é descartar uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA). A estratificação de risco é fundamental para guiar a conduta, diferenciando pacientes de alto risco que necessitam de intervenção imediata daqueles de baixo ou intermediário risco que podem ser avaliados de forma mais gradual. Escores de risco como TIMI ou GRACE auxiliam nessa classificação inicial. A fisiopatologia da dor torácica de origem isquêmica envolve um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio, geralmente devido à doença aterosclerótica coronariana. Em pacientes de baixo ou intermediário risco, após a exclusão de IAM com marcadores de necrose miocárdica e ECG seriados normais, a investigação de isquemia induzível é o próximo passo. O teste ergométrico (TE) é uma ferramenta custo-efetiva e amplamente disponível para avaliar a presença de isquemia miocárdica em pacientes ambulatoriais ou após a estabilização de um quadro de dor torácica de baixo/intermediário risco. Um TE normal confere um excelente prognóstico, com um risco anual muito baixo de eventos cardiovasculares maiores, permitindo a alta hospitalar com segurança e a continuidade do acompanhamento ambulatorial. É crucial que o paciente seja capaz de realizar o teste e que não haja alterações basais no ECG que impeçam sua interpretação.
Geralmente, pacientes de baixo risco não apresentam alterações isquêmicas no ECG, marcadores de necrose miocárdica negativos e ausência de fatores de risco significativos ou história de doença coronariana. O risco intermediário pode ter fatores de risco, mas sem evidência clara de isquemia aguda.
Outros testes incluem ecocardiograma de estresse (com dobutamina ou exercício), cintilografia miocárdica de perfusão e angiotomografia de coronárias. A escolha depende da probabilidade pré-teste, disponibilidade e características do paciente.
Uma alta segura evita internações prolongadas desnecessárias, reduz custos e otimiza recursos hospitalares, ao mesmo tempo em que garante que pacientes com risco real de eventos cardiovasculares sejam identificados e tratados adequadamente, minimizando readmissões e mortalidade.
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