CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Das alternativas abaixo, aponte a que pode ser considerada como diagnóstico alternativo de dor torácica cardíaca de origem não isquêmica.
Dor torácica cardíaca não isquêmica → considerar pericardite, prolapso mitral e dissecção aórtica.
O diagnóstico diferencial da dor torácica é amplo. Além das causas isquêmicas (angina, IAM), é crucial considerar condições cardíacas não isquêmicas que podem ser graves, como pericardite e dissecção aórtica, ou benignas, como prolapso mitral.
A dor torácica é uma queixa comum e desafiadora na prática clínica, exigindo um diagnóstico diferencial abrangente. Embora a doença arterial coronariana (DAC) seja uma preocupação primária, é fundamental considerar outras causas cardíacas de dor torácica que não são de origem isquêmica. O reconhecimento dessas condições é crucial para um manejo adequado e para evitar desfechos adversos. Entre as causas cardíacas não isquêmicas, destacam-se a pericardite, o prolapso de valva mitral e a dissecção aórtica. A pericardite é a inflamação do pericárdio, causando dor pleurítica que melhora com a inclinação para frente. O prolapso de valva mitral, embora frequentemente benigno, pode estar associado a dor torácica atípica, palpitações e dispneia. A dissecção aórtica é uma emergência médica grave, caracterizada por dor torácica súbita e intensa, "em rasgadura", com alto risco de mortalidade se não diagnosticada e tratada rapidamente. Outras condições como miocardite, cardiomiopatias e tumores cardíacos também podem causar dor torácica. A avaliação diagnóstica inclui anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma, marcadores cardíacos e exames de imagem como ecocardiograma ou tomografia, dependendo da suspeita clínica. Um raciocínio clínico estruturado é essencial para navegar por esse complexo diagnóstico diferencial.
A dor na pericardite é tipicamente pleurítica (piora com inspiração profunda e tosse), aguda, retroesternal, pode irradiar para o trapézio e melhora ao sentar e inclinar-se para frente.
A dor da dissecção aórtica é classicamente descrita como súbita, intensa, "em rasgadura" ou "dilacerante", com irradiação para as costas, e pode estar associada a déficits de pulso ou neurológicos.
O prolapso de valva mitral ocorre quando as cúspides da valva se projetam para o átrio esquerdo durante a sístole. A dor torácica associada é geralmente atípica, intermitente, não relacionada ao esforço e de mecanismo incerto, podendo estar ligada à tensão das cordas tendíneas ou disfunção autonômica.
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