Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
A dor torácica é a segunda queixa mais comum nos serviços de emergência, superada apenas pelas causas traumáticas. Acomete entre 20% e 40% da população, sendo mais frequente nas mulheres. Podemos indicar como correto que:
Mulheres: sintomas isquêmicos + relacionados a estresse emocional/mental, - precipitados por atividade física vs. homens.
A apresentação dos sintomas isquêmicos em mulheres difere da dos homens, sendo mais frequentemente desencadeada por estresse emocional ou mental e menos por atividade física. Isso contribui para o atraso no diagnóstico e tratamento da doença arterial coronariana feminina.
A dor torácica é uma queixa comum nos serviços de emergência, e a doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morbimortalidade global. No entanto, a apresentação clínica da DAC pode variar significativamente entre homens e mulheres, um conhecimento crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente para residentes. Historicamente, os sintomas isquêmicos foram descritos com base em estudos predominantemente masculinos, focando na angina típica precipitada por esforço físico. Contudo, estudos mais recentes demonstram que as mulheres frequentemente apresentam sintomas isquêmicos de forma atípica, incluindo dor torácica menos característica, dispneia, fadiga, náuseas e dor em outras localizações. Além disso, os gatilhos para esses sintomas também diferem. Em mulheres, os sintomas isquêmicos são mais frequentemente relacionados ao estresse emocional ou mental e menos frequentemente precipitados pela atividade física em comparação aos homens. Essa diferença pode ser atribuída a fatores como maior prevalência de disfunção microvascular, espasmo coronariano e diferenças na percepção da dor e na resposta ao estresse. O reconhecimento dessas particularidades é fundamental para evitar o subdiagnóstico e o atraso no tratamento da DAC em mulheres, melhorando os desfechos clínicos.
Mulheres frequentemente apresentam sintomas isquêmicos atípicos, como fadiga, dispneia, náuseas e dor nas costas ou mandíbula, em vez da dor torácica clássica. Além disso, seus sintomas são mais frequentemente desencadeados por estresse emocional ou mental e menos por esforço físico, em comparação com os homens.
Acredita-se que as mulheres possam ter uma maior reatividade vascular ao estresse, disfunção microvascular mais prevalente e diferenças na percepção da dor, o que pode levar a uma maior associação entre estresse emocional/mental e episódios isquêmicos.
As diferenças na apresentação podem levar a um atraso no diagnóstico e tratamento em mulheres, pois os sintomas atípicos podem ser subestimados ou atribuídos a outras causas. Isso ressalta a importância de uma alta suspeição e abordagens diagnósticas adaptadas ao sexo feminino.
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