SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
A anamnese e exame físico são fundamentais para a formulação de hipóteses diagnósticas. No caso de uma dor torácica aguda, possuem menos chances de ter como causa um infarto agudo do miocárdio a dor com as seguintes características, exceto:
Dor torácica com náuseas/vômitos → Alta suspeita de IAM, especialmente em mulheres/idosos.
Náuseas e vômitos são sintomas neurovegetativos comuns associados ao IAM, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos, e não diminuem a probabilidade de infarto, ao contrário de dores pleuríticas, posicionais ou reproduzíveis à palpação.
A dor torácica aguda é uma das queixas mais frequentes nos serviços de emergência, exigindo uma avaliação rápida e precisa para diferenciar causas benignas de condições potencialmente fatais, como o infarto agudo do miocárdio (IAM). A anamnese detalhada e o exame físico são pilares fundamentais para a formulação de hipóteses diagnósticas, permitindo estratificar o risco e guiar a investigação complementar. A identificação de características da dor que aumentam ou diminuem a probabilidade de IAM é crucial. Dores torácicas que são reproduzíveis à palpação, posicionais (variam com a mudança de decúbito ou movimento) ou pleuríticas (pioram com a respiração profunda ou tosse) geralmente têm menor probabilidade de serem de origem isquêmica, sugerindo causas musculoesqueléticas, gastrointestinais ou pleuropulmonares. Em contrapartida, sintomas neurovegetativos como náuseas, vômitos e sudorese fria são frequentemente associados ao IAM, especialmente em infartos de parede inferior ou em grupos de risco como idosos, mulheres e diabéticos, que podem apresentar sintomas atípicos. A abordagem diagnóstica do IAM envolve eletrocardiograma (ECG) seriado e dosagem de biomarcadores cardíacos (troponinas). O manejo inicial foca na estabilização do paciente, alívio da dor e reperfusão miocárdica, se indicada. É imperativo que o médico esteja atento às apresentações atípicas para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento, que podem impactar significativamente o prognóstico do paciente.
Dores pleuríticas (piora com a respiração), posicionais (piora com mudança de posição) e reproduzíveis à palpação da parede torácica geralmente indicam causas não isquêmicas.
Sintomas atípicos incluem dispneia isolada, fadiga inexplicável, dor epigástrica, náuseas, vômitos, sudorese e dor em outras localizações como mandíbula ou braço, sem a dor torácica clássica.
Náuseas e vômitos são sintomas neurovegetativos comuns no IAM, especialmente em infartos de parede inferior ou em pacientes com apresentações atípicas, e devem levantar a suspeita de isquemia miocárdica.
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