Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Todas as alternativas são causas de dor torácica em crianças, EXCETO:
Dor torácica em crianças: infecções respiratórias superiores RARAMENTE causam dor torácica significativa.
A dor torácica em crianças é frequentemente benigna, com causas musculoesqueléticas e pulmonares sendo comuns. Infecções respiratórias superiores, embora comuns, geralmente não causam dor torácica como sintoma principal, diferenciando-se de condições como asma ou costocondrite.
A dor torácica em crianças é uma queixa comum que frequentemente gera preocupação nos pais e nos profissionais de saúde, embora na maioria dos casos seja de etiologia benigna. É crucial para o residente de pediatria ter um conhecimento aprofundado das possíveis causas para realizar uma avaliação adequada e tranquilizar a família, quando apropriado, ou identificar condições que demandem intervenção. A epidemiologia mostra que causas musculoesqueléticas, como a costocondrite, e pulmonares, como a asma, são as mais prevalentes. O diagnóstico diferencial da dor torácica pediátrica exige uma anamnese detalhada, focando nas características da dor (localização, irradiação, fatores de melhora/piora), sintomas associados (febre, dispneia, síncope, palpitações) e histórico médico. O exame físico deve incluir a palpação da parede torácica para identificar dor reprodutível, ausculta cardíaca e pulmonar. Condições como pericardite, embora raras, são graves e devem ser suspeitadas em casos de dor pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas. O tratamento depende da etiologia. Para causas benignas como costocondrite, analgésicos e repouso são suficientes. Em casos de asma, o controle da doença é fundamental. É importante educar os pais sobre a natureza benigna da maioria das dores torácicas infantis, mas sempre estar atento aos sinais de alerta que indicam uma condição mais séria, garantindo que a avaliação seja completa e que nenhuma patologia grave seja negligenciada.
As causas mais comuns incluem costocondrite, dor musculoesquelética idiopática, asma, esofagite e ansiedade. Causas cardíacas são raras, mas devem ser consideradas.
A dor benigna geralmente é pontual, reprodutível à palpação e não associada a sintomas sistêmicos. A dor grave pode vir com dispneia, síncope, febre, taquicardia ou alterações no exame físico.
Infecções respiratórias superiores (IRAS) geralmente causam sintomas como tosse, coriza e dor de garganta. A dor torácica, se presente, é atípica e geralmente secundária à tosse intensa ou irritação muscular, não sendo uma causa primária de dor torácica significativa.
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