CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
A queixa de dor torácica é bastante frequente na Atenção Primária à Saúde (APS), sendo motivo de preocupação por parte dos pacientes. A principal causa de dor torácica na APS é:
Na APS, a principal causa de dor torácica são os distúrbios musculoesqueléticos.
Embora a dor torácica possa ser um sintoma de condições graves, como infarto agudo do miocárdio, na Atenção Primária à Saúde, a causa mais comum é benigna e de origem musculoesquelética, como a costocondrite ou distensão muscular.
A dor torácica é uma queixa extremamente comum na Atenção Primária à Saúde (APS), gerando grande preocupação tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde devido ao potencial de condições graves subjacentes. No entanto, é fundamental que o médico da APS tenha um bom conhecimento do diagnóstico diferencial para evitar investigações excessivas e desnecessárias, ao mesmo tempo em que não perde casos de alto risco. Na APS, a principal causa de dor torácica são os distúrbios musculoesqueléticos, como costocondrite, síndrome de Tietze, distensão muscular intercostal ou fraturas de costela. Essas condições são geralmente benignas e podem ser diagnosticadas com base na história clínica e no exame físico, que frequentemente revela dor à palpação da parede torácica ou à movimentação do tronco. Outras causas comuns incluem a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e transtornos de ansiedade e pânico, que podem mimetizar sintomas cardíacos. Embora as causas cardíacas (como doença arterial coronariana) sejam menos frequentes na APS em comparação com as musculoesqueléticas, a avaliação inicial deve sempre excluir condições de risco de vida. A anamnese detalhada, incluindo fatores de risco cardiovascular, características da dor e sintomas associados, é crucial. O exame físico, incluindo a palpação da parede torácica, e a solicitação de exames complementares (como eletrocardiograma) devem ser guiados pela suspeita clínica, garantindo um manejo seguro e eficaz do paciente.
Sinais de alerta incluem dor em aperto ou peso, irradiando para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, associada a sudorese, náuseas, dispneia e que piora com esforço. Em pacientes de risco (idosos, diabéticos, hipertensos), a dor pode ser atípica.
A dor musculoesquelética geralmente é bem localizada, piora com a palpação da parede torácica, com movimentos respiratórios ou posturais. Não costuma estar associada a sintomas sistêmicos graves e pode ser reproduzida pela compressão de pontos específicos.
Além das causas musculoesqueléticas, outras causas comuns incluem doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), transtornos de ansiedade e pânico, herpes zoster, e condições pulmonares como pleurite ou bronquite, embora menos frequentes que as musculoesqueléticas.
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