HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Homem, 57 anos, vem à consulta na Unidade Básica com queixa de dor torácica em aperto, que iniciou há menos de 72 horas, que piora com atividade física e que não é reproduzível à palpação. Refere tabagismo e nega comorbidades. Tem história familiar desconhecida. Durante a consulta, o paciente encontra-se sem dor. Ao exame físico: PA 148/95 mmHg, FC 89 bpm, ausculta cardíaca e demais aspectos sem alterações. Qual é a conduta inicial correta para o caso?
Dor torácica anginosa em paciente de risco, mesmo sem dor atual, exige avaliação URGENTE em pronto atendimento.
Pacientes com dor torácica sugestiva de isquemia miocárdica, especialmente com fatores de risco como tabagismo e idade, devem ser prontamente avaliados em um pronto atendimento para excluir ou confirmar uma Síndrome Coronariana Aguda, mesmo que os sintomas tenham regredido no momento da consulta.
A dor torácica é uma das queixas mais comuns no pronto atendimento e na atenção primária, exigindo uma avaliação cuidadosa para diferenciar causas benignas de condições potencialmente fatais, como a Síndrome Coronariana Aguda (SCA). A história clínica detalhada é a ferramenta mais importante, focando nas características da dor, fatores desencadeantes e de alívio, e fatores de risco do paciente. A dor torácica anginosa, caracterizada por aperto ou peso retroesternal, irradiação e relação com esforço, em um paciente com fatores de risco cardiovascular (tabagismo, hipertensão, idade), mesmo que intermitente ou já resolvida, impõe a necessidade de avaliação imediata em um pronto atendimento. Isso se deve ao risco de progressão para infarto agudo do miocárdio ou morte súbita. No pronto atendimento, a avaliação incluirá eletrocardiograma (ECG) seriado e dosagem de marcadores de necrose miocárdica (troponinas) para estratificação de risco e definição da conduta terapêutica, que pode variar de tratamento clínico a intervenção coronariana percutânea. A agilidade na decisão é crucial para o prognóstico do paciente.
A dor torácica de origem cardíaca é tipicamente em aperto ou peso, retroesternal, pode irradiar para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, e é frequentemente desencadeada por esforço físico ou estresse emocional.
Mesmo que a dor tenha regredido, a história clínica é altamente sugestiva de angina instável ou SCA, que requer estratificação de risco imediata com ECG e marcadores de necrose miocárdica para evitar eventos adversos graves.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, idade avançada, histórico familiar de doença coronariana precoce e obesidade.
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