HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Acerca do manuseio de pacientes com dor torácica, é CORRETO afirmar:
Dor torácica na pneumonia = pleurítica, variável, reflete acometimento da pleura parietal.
A dor torácica associada à pneumonia é frequentemente de caráter pleurítico, ou seja, piora com a respiração profunda ou tosse, e é causada pela inflamação da pleura parietal, que é ricamente inervada. Suas características podem variar amplamente, mas a presença de dor pleurítica é um achado comum que aponta para envolvimento pulmonar periférico.
A dor torácica é uma queixa comum e desafiadora na prática clínica, exigindo uma abordagem sistemática para identificar condições potencialmente fatais. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui causas cardiovasculares (síndrome coronariana aguda, pericardite, dissecção aórtica), pulmonares (pneumonia, embolia pulmonar, pneumotórax), gastrointestinais (DRGE, espasmo esofágico, úlcera péptica) e musculoesqueléticas, além de causas psicogênicas. A caracterização da dor (localização, irradiação, tipo, duração, fatores de melhora e piora) é fundamental. Por exemplo, a dor pleurítica, que piora com a respiração profunda ou tosse, é um forte indicativo de envolvimento da pleura parietal, comum em condições como pneumonia, pleurite ou embolia pulmonar. A pleura visceral não possui inervação dolorosa, ao contrário da parietal. É crucial evitar armadilhas diagnósticas, como atribuir a dor a causas psiquiátricas sem uma investigação orgânica completa, ou confundir apresentações atípicas de doenças graves. A pneumonia, por exemplo, pode causar dor torácica pleurítica quando a inflamação atinge a pleura parietal, sendo um achado importante no exame físico e na história clínica. O manejo adequado da dor torácica requer um raciocínio clínico apurado e conhecimento aprofundado das diversas etiologias.
A dor da pericardite é tipicamente precordial ou retroesternal, aguda, pleurítica (piora com a inspiração profunda e tosse), e pode irradiar para o trapézio. Geralmente melhora ao sentar e inclinar-se para frente e piora ao deitar. Não é aliviada por nitratos.
A dor esofágica é frequentemente retroesternal, em queimação ou aperto, pode irradiar para o dorso, pescoço ou braços, e pode ser desencadeada por alimentos ou estresse. Pode ser aliviada por antiácidos ou nitratos, dificultando a diferenciação da dor cardíaca. No entanto, sua duração é mais variável e não costuma ser uma 'pontada' de segundos.
Sim, transtornos psiquiátricos como ansiedade, transtorno do pânico e depressão são causas comuns de dor torácica, especialmente após a exclusão de causas orgânicas. É fundamental uma abordagem completa para evitar negligenciar uma condição orgânica, mas também reconhecer a origem psicogênica quando apropriado.
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