UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020
Homem de 43 anos, apresenta-se em primeiro pós-operatório de hérnia inguinal E. Queixa-se de dor testicular E desde quando acabou a cirurgia, já na recuperação anestésica. A dor melhora pouco com uso de cetoprofeno endovenoso. EF: aumento de volume do testículo e sinais flogísticos leve à E, e com dor à palpação local. O diagnóstico etiológico poderá ser feito por meio de:
Dor testicular pós-hérnia inguinal + sinais flogísticos → US Doppler escrotal para diferenciar isquemia/torção de orquiepididimite.
A dor testicular e o aumento de volume pós-operatório de hérnia inguinal exigem investigação rápida para excluir complicações graves como isquemia ou torção testicular, que são emergências urológicas. O US Doppler é crucial para avaliar o fluxo sanguíneo e guiar a conduta.
A dor testicular no pós-operatório de herniorrafia inguinal é uma complicação que exige atenção. Embora a orquiepididimite seja uma causa comum, é imperativo descartar condições mais graves como a isquemia ou torção testicular, que representam emergências urológicas com risco de perda do órgão. A incidência de dor crônica pós-herniorrafia também é um desafio, mas a dor aguda inicial aponta para complicações imediatas. O diagnóstico diferencial é crucial e deve ser guiado por uma avaliação clínica detalhada, mas complementado por exames de imagem. O ultrassom Doppler de bolsa escrotal é a ferramenta diagnóstica de escolha, pois permite avaliar a vascularização testicular e identificar alterações sugestivas de isquemia, torção, hematoma ou inflamação. A rapidez no diagnóstico é fundamental para preservar a viabilidade testicular em casos de isquemia ou torção. O tratamento dependerá do diagnóstico etiológico. Enquanto a orquiepididimite pode ser manejada clinicamente com anti-inflamatórios e antibióticos, a isquemia ou torção testicular exigem intervenção cirúrgica de urgência. Residentes e estudantes devem estar aptos a reconhecer a gravidade do quadro e solicitar o exame adequado prontamente.
As principais causas incluem orquiepididimite, isquemia testicular (por lesão vascular ou compressão), hematoma escrotal, e, menos comum, torção testicular.
O US Doppler permite avaliar o fluxo sanguíneo testicular, diferenciando condições como isquemia ou torção (que cursam com diminuição ou ausência de fluxo) de processos inflamatórios como a orquiepididimite (que podem ter fluxo aumentado).
A exploração cirúrgica imediata é indicada quando há alta suspeita clínica de torção testicular ou isquemia grave, especialmente se o US Doppler for inconclusivo ou não disponível rapidamente, devido ao risco de perda testicular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo