SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Seu colega de plantão está na dúvida sobre a conduta em um quadro de dor testicular direita de início há 6 horas. Relatou a você que está em dúvida sobre dois aspectos do exame físico, em decúbito dorsal, o paciente refere melhora da dor quando se eleva a bolsa escrotal e que à palpação testicular não há horizontalização com epidídimo na face anterior do testículo. Qual o provável diagnóstico e uma boa escolha terapêutica?
Sinal de Prehn positivo (melhora da dor ao elevar testículo) → Epididimite/Orquite; Prehn negativo → Torção testicular.
A dor testicular aguda exige rápida diferenciação entre torção testicular (emergência cirúrgica) e epididimite/orquite. O sinal de Prehn positivo (alívio da dor com elevação do testículo) é um forte indicativo de epididimite/orquite, enquanto sua ausência (ou piora) sugere torção. A ausência de horizontalização também afasta torção.
A dor testicular aguda é uma emergência urológica que exige diagnóstico rápido e preciso para evitar sequelas graves, como a perda do testículo. As principais causas são a torção testicular e a epididimite/orquite. A torção testicular é uma emergência cirúrgica, enquanto a epididimite/orquite é geralmente tratada clinicamente. O exame físico é crucial para o diagnóstico diferencial. O sinal de Prehn, que consiste na melhora da dor ao elevar o testículo afetado, é classicamente positivo na epididimite/orquite e negativo (ou a dor piora) na torção testicular. Outros achados incluem a ausência de horizontalização do testículo e a posição normal do epidídimo na face posterior, que afastam a torção. No caso de epididimite/orquite, o tratamento envolve analgesia e antibioticoterapia, sendo o ciprofloxacino uma opção comum, especialmente em adultos. A torção testicular, por outro lado, exige exploração cirúrgica imediata. O domínio desses sinais e condutas é vital para o residente.
O sinal de Prehn é crucial para diferenciar torção testicular de epididimite/orquite. Positivo (melhora da dor ao elevar o testículo) sugere epididimite, enquanto negativo (dor não melhora ou piora) sugere torção testicular.
Na torção testicular, o exame físico pode revelar dor intensa e súbita, testículo elevado e horizontalizado, epidídimo anteriorizado e ausência do reflexo cremastérico. O sinal de Prehn é negativo.
O tratamento inicial para epididimite inclui analgesia para alívio da dor e antibioticoterapia, geralmente com ciprofloxacino ou doxiciclina, dependendo da etiologia provável e idade do paciente.
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