Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Em relação à dor no período neonatal, não é correto afirmar que:
RNs sentem dor intensamente; dor neonatal não tratada → ↑ morbimortalidade e sequelas neurológicas a longo prazo.
Recém-nascidos, especialmente os pré-termo, sentem dor de forma mais intensa que adultos e a dor neonatal não tratada pode ter consequências graves e duradouras no desenvolvimento neurológico e na percepção da dor futura.
A dor no período neonatal é um tema de crescente importância na medicina, com evidências robustas de que recém-nascidos, tanto a termo quanto pré-termo, são capazes de sentir dor e, em muitos casos, com maior intensidade do que crianças maiores e adultos. A imaturidade do sistema nervoso neonatal, embora não impeça a percepção da dor, pode alterar sua modulação e as respostas a ela. É um erro comum e perigoso subestimar a capacidade de dor em neonatos. Estudos demonstram que a dor não tratada no período neonatal pode ter consequências devastadoras em longo prazo, contribuindo para o aumento da morbimortalidade, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e o agravamento de sequelas neurológicas. Além disso, há evidências de que experiências dolorosas precoces podem moldar a percepção da dor e a resposta ao estresse em fases posteriores da vida. O reconhecimento e o manejo adequado da dor neonatal são cruciais. Os recém-nascidos expressam dor através de uma série de alterações comportamentais (choro, expressões faciais, mudanças na postura), fisiológicas (variações na frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial) e bioquímicas/hormonais (liberação de hormônios do estresse). A avaliação e o tratamento eficaz da dor são imperativos éticos e clínicos para garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável desses pacientes vulneráveis.
Não, recém-nascidos, especialmente os pré-termo, podem sentir dor de forma mais intensa devido à imaturidade do sistema nervoso e menor capacidade de modulação da dor, além de apresentarem respostas fisiológicas e comportamentais específicas.
A dor neonatal não tratada pode levar a um aumento da morbimortalidade, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, agravo de sequelas neurológicas e alterações na percepção da dor em longo prazo, afetando a qualidade de vida futura.
Recém-nascidos reagem à dor com alterações comportamentais (choro, caretas, agitação, postura), fisiológicas (alterações da frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial), bioquímicas e hormonais (aumento de cortisol e catecolaminas).
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