PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Paciente de 50 anos, sem comorbidades, recentemente se submeteu a uma cirurgia de herniorrafia inguinal direita por sedação e bloqueio local com alta no mesmo dia. No 4º dia de pós-operatório, apresentou cefaleia e dor localizada na face interna da coxa e região inguinal ipsilateral. Diante do exposto acima, qual condição abaixo explica a evolução do pós-operatório?
Dor inguinal e cefaleia pós-herniorrafia com bloqueio local → comum, geralmente resposta normal à cirurgia.
Dor localizada na região inguinal e face interna da coxa é comum após herniorrafia, podendo ser incisional ou neuropática (lesão de nervos como ilioinguinal ou genitofemoral). Cefaleia pode ser relacionada à sedação ou, se bloqueio espinhal/raqui, à punção dural, mas neste caso foi bloqueio local. A ausência de sinais sistêmicos de infecção ou hematoma torna a resposta fisiológica mais provável.
O pós-operatório de herniorrafia inguinal, especialmente quando realizada com sedação e bloqueio local, é geralmente de recuperação rápida e com alta no mesmo dia. No entanto, é comum que os pacientes experimentem dor na região operada e, ocasionalmente, cefaleia nos primeiros dias. A dor inguinal pode ser de origem incisional, inflamatória ou neuropática, devido à proximidade de nervos como o ilioinguinal e genitofemoral. A dor na face interna da coxa e região inguinal ipsilateral é um sintoma frequentemente associado à irritação ou lesão desses nervos durante o procedimento. A cefaleia, embora menos comum com bloqueio local puro, pode ser atribuída a fatores como desidratação, estresse cirúrgico ou efeitos residuais da sedação. É fundamental diferenciar esses sintomas esperados de complicações graves como infecção ou hematoma. A ausência de sinais sistêmicos de infecção (febre, calafrios, taquicardia) ou de sinais locais de hematoma em expansão (inchaço progressivo, equimose extensa) sugere que os sintomas apresentados são parte da resposta fisiológica normal à cirurgia e ao processo de cicatrização. O manejo da dor com analgésicos adequados e a orientação sobre a evolução esperada são cruciais para a tranquilidade do paciente e uma boa recuperação.
A dor pós-operatória é multifatorial, incluindo dor incisional, inflamação tecidual e, frequentemente, dor neuropática devido à manipulação ou lesão de nervos como o ilioinguinal, ilio-hipogástrico ou genitofemoral.
A cefaleia pós-sedação é menos comum que a pós-punção dural (raquianestesia), mas pode ocorrer devido a desidratação, estresse ou efeitos residuais de medicamentos. Em bloqueio local, é menos provável ser diretamente relacionada ao procedimento anestésico.
Sinais de alerta incluem febre, calafrios, aumento progressivo da dor que não responde a analgésicos, vermelhidão intensa, inchaço excessivo, secreção purulenta na ferida ou hematoma em expansão.
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