HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Sobre as possíveis decorrências da lesão cirúrgica associada à dor, assinale V (VERDADEIRO) ou F (FALSO).( ) Período de recuperação reduzido.( ) Internação hospitalar prolongada.( ) Risco de disfunções orgânicas.( ) Readmissões.Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Dor pós-operatória mal controlada → ↑ tempo de recuperação, ↑ internação, ↑ risco de disfunções orgânicas e readmissões.
A dor pós-operatória inadequada não é apenas um desconforto, mas um fator que impacta negativamente a recuperação do paciente, prolongando a internação, aumentando o risco de complicações sistêmicas e readmissões hospitalares.
A dor pós-operatória é uma experiência universal após procedimentos cirúrgicos e, se não for adequadamente controlada, pode ter um impacto significativo na recuperação do paciente. A analgesia eficaz é um componente crítico do cuidado perioperatório, influenciando diretamente o bem-estar do paciente e os resultados clínicos. Fisiologicamente, a dor ativa respostas neuroendócrinas de estresse, que podem levar a taquicardia, hipertensão, hipercoagulabilidade e imunossupressão. A dor também inibe a mobilização precoce, a tosse e a respiração profunda, aumentando o risco de complicações pulmonares (atelectasias, pneumonia), trombose venosa profunda e íleo paralítico. Um manejo inadequado da dor pós-operatória resulta em recuperação mais lenta, prolongamento da internação hospitalar, aumento dos custos de saúde, maior risco de readmissões e, em alguns casos, desenvolvimento de dor crônica. A abordagem deve ser multimodal, combinando diferentes classes de analgésicos e técnicas para otimizar o alívio da dor e minimizar os efeitos adversos.
A dor pós-operatória mal controlada pode levar a recuperação prolongada, maior tempo de internação, aumento do risco de complicações pulmonares, cardiovasculares e gastrointestinais, além de readmissões hospitalares.
A dor intensa ativa o sistema nervoso simpático, causando taquicardia, hipertensão, aumento do consumo de oxigênio miocárdico. Pode também inibir a tosse e a mobilização, levando a atelectasias e trombose venosa profunda.
O manejo eficaz inclui analgesia multimodal (opioides, AINEs, paracetamol), bloqueios regionais, anestesia peridural e técnicas de analgesia controlada pelo paciente (PCA).
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