PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
A dor pélvica e abdominal baixa é uma das queixas mais comuns em atendimento de urgência e nos ambulatórios, sendo divididas em dois grandes grupos: aguda, geralmente iniciada há uma semana e crônica. Esta última pode ter origem visceral, somática ou mista, podendo se apresentar de várias formas. Sobre este grupo de dor pélvica crônica, assinale a alternativa ERRADA:
História obstétrica é RELEVANTE para dor pélvica crônica, não incomum.
A história obstétrica é fundamental na avaliação da dor pélvica crônica, pois eventos como partos traumáticos, lacerações ou episiotomias podem levar a disfunções do assoalho pélvico e dor crônica.
A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição complexa e multifatorial que afeta significativamente a qualidade de vida das mulheres, sendo uma queixa comum em ambulatórios e serviços de urgência. Sua etiologia pode ser visceral, somática ou mista, e o diagnóstico requer uma abordagem detalhada e multidisciplinar, considerando aspectos físicos, psicológicos e sociais. A avaliação da DPC deve ser abrangente, incluindo a caracterização da dor (ciclicidade, localização, intensidade), a história clínica completa (ginecológica, obstétrica, urinária, intestinal) e um exame físico minucioso. A história obstétrica é de extrema relevância, pois partos traumáticos, lacerações perineais ou episiotomias podem causar lesões nervosas, musculares ou ligamentares que contribuem para a dor crônica, contrariando a afirmação de que é incomum. Além disso, é crucial investigar a associação da DPC com histórico de abuso físico, emocional ou sexual, bem como a presença de sintomas de depressão, que podem ser tanto causa quanto consequência da dor. A postura e a marcha também são importantes no exame físico, pois assimetrias podem indicar distúrbios musculoesqueléticos que contribuem para a dor pélvica.
A avaliação da dor pélvica crônica deve incluir a ciclicidade da dor, localização, intensidade (usando escalas), história obstétrica, histórico de abuso, e sintomas associados como depressão e distúrbios musculoesqueléticos.
Eventos obstétricos como partos vaginais traumáticos, lacerações perineais extensas, episiotomias ou uso de fórceps podem causar lesões nervosas, musculares ou ligamentares que resultam em dor pélvica crônica.
Há uma forte associação entre dor pélvica crônica e histórico de abuso físico, emocional ou sexual. Esses traumas podem levar a disfunções do assoalho pélvico, sensibilização da dor e comorbidades psicossociais como depressão.
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