FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Dor Pélvica Crônica (DPC) é caracterizada pela sensação dolorosa no andar inferior do abdome ou pelve, pelo período mínimo de 6 meses, suficientemente intensa, sendo mais comum nas mulheres adultas jovens. No tocante à DPC e às suas particularidades, é CORRETO afirmar:
DPC > 6 meses → Avaliar intensidade da dor com escala análoga-visual (EVA).
A Dor Pélvica Crônica (DPC) é definida por dor no andar inferior do abdome ou pelve por no mínimo 6 meses. A avaliação da intensidade da dor é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento, sendo a escala análoga-visual (EVA) uma ferramenta padronizada e eficaz para registrar a dor corrente, a dor comum e a pior dor experimentada pela paciente.
A Dor Pélvica Crônica (DPC) é uma condição complexa e multifatorial, definida como dor no andar inferior do abdome ou pelve que persiste por pelo menos 6 meses, com intensidade suficiente para causar incapacidade funcional ou necessidade de tratamento médico. É uma queixa comum em mulheres adultas jovens, com impacto significativo na qualidade de vida e na saúde mental. A etiologia da DPC pode ser ginecológica, urológica, gastrointestinal, musculoesquelética ou psicossocial, frequentemente com a coexistência de múltiplas causas. A avaliação da DPC exige uma abordagem sistemática e multidisciplinar. A história clínica detalhada deve incluir características da dor (localização, irradiação, intensidade, fatores de melhora/piora), histórico menstrual, sexual, obstétrico, cirúrgico e psicossocial. A quantificação da dor é crucial; ferramentas como a escala análoga-visual (EVA) ou a escala numérica de dor permitem registrar a intensidade da dor atual, usual e a pior dor, fornecendo dados objetivos para monitoramento e avaliação da resposta terapêutica. O exame físico deve ser completo, abrangendo avaliação geral, abdominal, ginecológica (inspeção, especular, toque bimanual e retal, se indicado) e musculoesquelética. Exames complementares, como a ultrassonografia pélvica, são de imenso benefício para identificar patologias uterinas e anexiais. O tratamento é individualizado e pode incluir analgésicos, hormonioterapia, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos, cirurgia (laparoscopia diagnóstica e terapêutica).
As causas ginecológicas mais comuns incluem endometriose, adenomiose, doença inflamatória pélvica crônica, aderências pélvicas, miomas uterinos, síndrome da congestão pélvica e síndrome do ovário remanescente. É crucial uma investigação detalhada para identificar a etiologia.
O exame físico deve ser abrangente, incluindo avaliação geral, abdominal (palpação para massas, pontos dolorosos), ginecológica (inspeção externa, especular, toque bimanual para avaliar útero, ovários, ligamentos e sensibilidade), e musculoesquelética/neurológica, buscando pontos gatilho ou disfunções.
A ultrassonografia pélvica é um exame de imagem de primeira linha e de grande benefício na investigação da DPC. É excelente para identificar patologias uterinas (miomas, adenomiose) e anexiais (cistos ovarianos, endometriomas, hidrossalpinge), auxiliando no diagnóstico diferencial e direcionando a conduta.
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