Dor Pélvica Crônica: Prevalência e Diagnóstico em Mulheres

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015

Enunciado

A Dor Pélvica Crônica – DPC – comumente é caracterizada pela ocorrência de dor não cíclica que persiste por mais de 6 meses, localizada na pelve, na parede abdominal infraumbilical anterior, na coluna lombossacra ou nas nádegas. Sobre essa afecção, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A DPC é um problema pouco comum nas mulheres, não ultrapassando 5% das mulheres em idade reprodutiva.
  2. B) A presença de nódulos palpáveis no septo retrovaginal pode ser sinal de endometriose.
  3. C) As doenças da tireoide podem levar a quadros álgicos intestinais e urinários.
  4. D) A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem mais utilizado pelos ginecologistas.

Pérola Clínica

DPC é comum em mulheres (15-20% idade reprodutiva); nódulos retrovaginais → endometriose; USG transvaginal é chave.

Resumo-Chave

A Dor Pélvica Crônica (DPC) é uma condição prevalente em mulheres, afetando significativamente sua qualidade de vida. É caracterizada por dor não cíclica por mais de 6 meses. A endometriose é uma causa comum, e a ultrassonografia transvaginal é um método de imagem fundamental para sua investigação. A afirmação de que é um problema pouco comum é incorreta.

Contexto Educacional

A Dor Pélvica Crônica (DPC) é definida como dor não cíclica na pelve, parede abdominal infraumbilical, coluna lombossacra ou nádegas, com duração superior a 6 meses. É uma condição de alta prevalência, afetando uma parcela significativa das mulheres em idade reprodutiva, com estimativas que variam de 15% a 20%, impactando severamente a qualidade de vida. A fisiopatologia da DPC é multifatorial, envolvendo causas ginecológicas (endometriose, adenomiose, miomas, doença inflamatória pélvica), urológicas (cistite intersticial), gastrointestinais (síndrome do intestino irritável) e musculoesqueléticas. O diagnóstico é desafiador e requer uma abordagem multidisciplinar. A presença de nódulos palpáveis no septo retrovaginal é um achado clássico de endometriose. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem mais utilizado e de grande valia para a investigação inicial. O tratamento da DPC é complexo e individualizado, podendo incluir analgésicos, terapias hormonais, fisioterapia, abordagens psicológicas e, em alguns casos, cirurgia. É crucial um manejo abrangente para aliviar a dor e melhorar a funcionalidade. Doenças da tireoide, embora sistêmicas, podem indiretamente influenciar o funcionamento intestinal e urinário, contribuindo para quadros álgicos.

Perguntas Frequentes

Qual a prevalência real da Dor Pélvica Crônica em mulheres?

A Dor Pélvica Crônica (DPC) é um problema comum, afetando cerca de 15% a 20% das mulheres em idade reprodutiva, e não apenas 5% como sugerido na alternativa incorreta.

Como a endometriose se manifesta na Dor Pélvica Crônica?

A endometriose é uma causa frequente de DPC e pode se manifestar com dor cíclica ou não cíclica, dismenorreia, dispareunia e, ao exame físico, pela presença de nódulos palpáveis no septo retrovaginal.

Qual o papel da ultrassonografia transvaginal na investigação da DPC?

A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha e mais utilizado na investigação da DPC em ginecologia, permitindo identificar alterações uterinas, ovarianas e sinais de endometriose.

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