Dor Pélvica Crônica: Diagnóstico de Dor Miofascial

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 37 anos, 4 gestações, 3 partos normais, sendo o último há 2 anos por cesariana, quando fez ligadura tubária. Trabalha como empacotadora há 3 anos. Consulta com queixa de dor pélvica persistente há 2 anos, causando dificuldades para sua atividade do dia a dia. Refere que a dor é em fisgadas ou lancinante no baixo ventre à esquerda; por vezes, irradiando para a coxa; há certo alívio quando toma analgésicos ou faz repouso. A dor piora quando fica muito tempo em pé e ergue peso. No período menstrual, a dor tende a piorar e tem evitado relações sexuais, devido à sensibilidade na hora da penetração. Relata evacuar a cada 3 dias. Não há queixas do sistema urinário. Os ciclos menstruais são regulares, a cada 28 dias; o fluxo é moderado e dura 8 dias. Ao exame físico, refere reprodução da dor na palpação profunda da fossa ilíaca esquerda e na manobra de flexão da articulação coxofemoral, trazendo o joelho em direção ao peito. No toque vaginal, o útero é móvel, porém com dor à mobilização mais intensa, o mesmo acontecendo com o anexo esquerdo. Ecografia transvaginal mostra útero com volume acima da média e com sinais de adenomiose incipiente. Ressonância magnética (15° dia do ciclo): confirma adenomiose e mostra cisto ovariano à direita de 2,1 cm com densidade normal. Em relação ao caso, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Dor miofacial
  2. B) Aderências pélvicas
  3. C) Endometriose pélvica
  4. D) Doença inflamatória pélvica

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo