HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2018
Ismênia, 46 anos, sofre há 11 anos com uma dor pélvica intensa. Mudou-se recentemente para o bairro e agendou uma consulta médica para experimentar novo médico e uma nova avaliação de seu caso. Nega alterações urinárias ou intestinais. Concomitantemente apresenta cansaço e indisposição, que associa a sua dor. É hipertensa e dislipidêmica e alega já fazer uso de vários medicamentos, razão pela qual evita os analgésicos. Contudo, diz que cada dia é uma vitória quando vê que conseguiu realizar suas atividades de trabalho e familiares. Sonha em acordar sem dor. Relata já ter realizado vários exames laboratoriais e de imagem, cujos resultados sempre foram normais. Mas gostaria de repetir alguns, como ultrassonografia transvaginal e colonoscopia, que fez a última vez há 2 anos. Procura por um médico que descubra seu diagnóstico e acerte seu tratamento. Depois de alguns retornos e exames, o médico pensa tratar-se de um caso de possível somatização e dá a paciente o diagnóstico provisório de dor pélvica crônica. Organiza, junto à paciente, um plano de cuidados. Com relação a este caso, analise as afirmativas a seguir e escolha a alternativa correta:I. Definir um diagnóstico que possibilita o estabelecimento de uma expectativa alcançável, reduzindo a frustração da paciente e facilitando o manejo.II. Construir junto à paciente e seus familiares um histórico pessoal e familiar, genograma e ECOMAPA pode levar à origem do problema e auxiliar na elaboração de um plano de cuidados mais efetivo.III. Discutir possíveis danos por novas intervenções e encaminhamentos e acordar não realizar nova colonoscopia são exemplos de como o médico pode incorporar a prevenção e promoção na abordagem.
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