PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Denomina-se Dor Pélvica Crônica aquela com duração maior que 6 meses, não associada com gestação, ato sexual ou menstruação. Qual das alternativas abaixo é verdadeira:
Dor pélvica crônica: 60-80% laparoscopias sem achados → manejo multidisciplinar é essencial.
A dor pélvica crônica é um desafio diagnóstico e terapêutico, com alta taxa de laparoscopias negativas. Isso ressalta a importância de uma abordagem multidisciplinar que inclua aspectos psicossociais e não apenas causas orgânicas ginecológicas, pois a saúde mental está frequentemente associada.
A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição debilitante que afeta milhões de mulheres, definida como dor não cíclica na pelve com duração superior a 6 meses, não relacionada a gestação, coito ou menstruação. Sua prevalência é alta, impactando significativamente a qualidade de vida e a produtividade. É um tema relevante para a prática clínica e provas de residência devido à sua complexidade diagnóstica e terapêutica. O diagnóstico da DPC é desafiador, pois a etiologia é multifatorial, envolvendo causas ginecológicas (endometriose, adenomiose, aderências), urológicas (cistite intersticial), gastrointestinais (síndrome do intestino irritável), musculoesqueléticas (disfunção do assoalho pélvico) e neurológicas. É crucial uma investigação completa, mas é comum que, mesmo após laparoscopia, não se encontrem alterações significativas (60-80% dos casos), o que reforça a necessidade de considerar fatores psicossociais e a dor neuropática. O tratamento da DPC é individualizado e frequentemente multidisciplinar. Inclui farmacoterapia (analgésicos, anti-inflamatórios, neuromoduladores), fisioterapia pélvica, bloqueios nervosos e, em casos refratários, abordagens cirúrgicas. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e outras intervenções psicológicas são fundamentais, pois a DPC está frequentemente associada a distúrbios de saúde mental, e a TCC tem demonstrado boa efetividade no manejo da dor crônica e suas comorbidades.
Dor pélvica crônica é definida como dor na região pélvica com duração superior a 6 meses, não associada a gestação, ato sexual ou menstruação, impactando a qualidade de vida da mulher.
A laparoscopia pode não encontrar a causa porque a dor pélvica crônica frequentemente envolve fatores não ginecológicos, como disfunções musculoesqueléticas, intestinais, urinárias, ou componentes psicossociais, que não são visíveis cirurgicamente.
Para dor pélvica crônica sem causa orgânica evidente, a abordagem é multidisciplinar, incluindo fisioterapia pélvica, analgésicos, neuromoduladores, e terapia cognitivo-comportamental para manejo da dor e comorbidades associadas.
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