SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Uma paciente de 26 anos de idade, G1PN1, refere dor em baixo-ventre há um ano, intensidade de 8 a 10, não aliviada com anti-inflamatório. Tem ciclos menstruais regulares, com dismenorreia leve. Nega dispareunia. Tem constipação crônica. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.A diverticulite é a mais frequente causa gastrointestinal de dor pélvica crônica.
Diverticulite é rara em jovens e não é a causa gastrointestinal mais comum de dor pélvica crônica; SII é mais provável.
A diverticulite é uma condição que afeta predominantemente idosos e não é a causa gastrointestinal mais frequente de dor pélvica crônica, especialmente em uma paciente jovem. A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma causa muito mais comum.
A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição complexa e multifatorial que afeta um número significativo de mulheres, impactando sua qualidade de vida. O diagnóstico diferencial é vasto e abrange sistemas ginecológico, urológico, gastrointestinal, musculoesquelético e neurológico. A paciente do caso, com 26 anos, dor intensa e constipação crônica, apresenta um quadro que exige uma investigação cuidadosa. A afirmação de que a diverticulite é a causa gastrointestinal mais frequente de DPC é incorreta. A diverticulite é uma condição inflamatória dos divertículos do cólon, cuja incidência aumenta significativamente com a idade, sendo rara em indivíduos jovens como a paciente em questão. Além disso, a diverticulite aguda geralmente se apresenta com dor localizada, febre e leucocitose, e não tipicamente como dor pélvica crônica de um ano de duração. As causas gastrointestinais mais comuns de dor pélvica crônica incluem a Síndrome do Intestino Irritável (SII), que se manifesta com dor abdominal crônica associada a alterações do hábito intestinal (constipação, diarreia ou ambos), e a constipação crônica funcional. Outras causas ginecológicas importantes a serem consideradas seriam endometriose e adenomiose, embora a dismenorreia seja descrita como leve e não haja dispareunia, o que as torna menos prováveis como causa primária da dor intensa e refratária. É fundamental uma abordagem sistemática para o diagnóstico da DPC, considerando a epidemiologia e a apresentação clínica de cada condição.
As causas gastrointestinais mais comuns de dor pélvica crônica incluem a Síndrome do Intestino Irritável (SII), doença inflamatória intestinal e constipação crônica funcional.
A diverticulite é uma condição que afeta predominantemente indivíduos mais velhos, geralmente acima dos 40-50 anos, sendo rara em pacientes de 26 anos.
Além das causas gastrointestinais, deve-se considerar endometriose, adenomiose, síndrome da dor pélvica crônica de origem musculoesquelética, cistite intersticial e causas psicogênicas.
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