UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
A dor pélvica crônica configura problema ginecológico comum nas mulheres em fase reprodutiva, trazendo grande prejuízo a sua funcionalidade. Para o seu tratamento, NÃO são agentes farmacológicos indicados:
Dor pélvica crônica: tratamento NÃO inclui sedativos; foco em AINEs, antidepressivos e anticonvulsivantes.
O tratamento da dor pélvica crônica é multifacetado e visa modular a dor neuropática e inflamatória. Sedativos não são indicados por não atuarem nos mecanismos primários da dor e pelo risco de dependência e efeitos colaterais, especialmente em uso crônico.
A dor pélvica crônica (DPC) é definida como dor não cíclica na pelve com duração mínima de seis meses, que causa comprometimento funcional e requer tratamento médico. É uma condição prevalente em mulheres em idade reprodutiva, com etiologia multifatorial que pode incluir endometriose, adenomiose, síndrome do intestino irritável, cistite intersticial e dor miofascial. O impacto na qualidade de vida é significativo, afetando aspectos físicos, emocionais e sociais. O diagnóstico da DPC exige uma abordagem abrangente, excluindo causas agudas e investigando as possíveis etiologias crônicas através de anamnese detalhada, exame físico completo e exames complementares como ultrassonografia, ressonância magnética e, em alguns casos, laparoscopia diagnóstica. A fisiopatologia envolve componentes nociceptivos, neuropáticos e psicogênicos, muitas vezes com sensibilização central e periférica. O tratamento da DPC é complexo e individualizado, frequentemente multimodal. Agentes farmacológicos como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são usados para dor inflamatória, enquanto antidepressivos (tricíclicos, ISRS) e anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina) são eficazes para o componente neuropático da dor e para modular a sensibilização central. Terapias hormonais podem ser empregadas em casos de endometriose. Sedativos, por outro lado, não são recomendados para o tratamento da DPC devido à falta de eficácia nos mecanismos da dor crônica, risco de dependência e efeitos adversos a longo prazo. O manejo também inclui fisioterapia, psicoterapia e, em casos refratários, intervenções cirúrgicas ou bloqueios nervosos.
Os principais medicamentos incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), antidepressivos (tricíclicos e ISRS) e anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina), que atuam em diferentes vias da dor.
Sedativos não tratam a causa subjacente da dor crônica, oferecendo apenas alívio sintomático temporário e apresentando alto risco de dependência, tolerância e efeitos adversos no uso prolongado.
Antidepressivos, especialmente os tricíclicos, são eficazes na dor pélvica crônica por modularem vias de dor descendentes e terem efeitos analgésicos independentes de sua ação antidepressiva, além de tratar comorbidades como depressão e ansiedade.
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