PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Você é solicitado a avaliar uma paciente de 23 anos, que não tem filhos, atendida em Unidade de Urgência/Emergência. Ela se queixa de dor aguda existente desde ontem, difusa, surda e constante, localizada em hipogástrio, que está se dirigindo para fossa ilíaca direita, agora em faixa, com irradiação para o flanco homolateral, intensidade 8, e que está se acentuando. Ao exame físico, a paciente está com presença de diaforese, palidez cutânea e mostra certo grau de agitação. No exame ginecológico, apresenta corrimento vaginal muco-purulento, de origem endocervical, colo edematoso e friável. Há também dor à mobilização do colo, no toque unidigital, e dolorimento anexial. Assinale a alternativa INCORRETA sobre a condução desse caso.
Dor pélvica aguda + sinais inflamatórios cervicais/anexiais → DIPA, mas excluir torção anexial e ectópica rota.
Em mulher jovem com dor abdominal aguda e sinais ginecológicos inflamatórios (corrimento, dor à mobilização do colo, dolorimento anexial), a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma forte hipótese. Contudo, é mandatório excluir emergências cirúrgicas como torção anexial e gestação ectópica rota, que exigem conduta imediata e podem comprometer a fertilidade ou a vida da paciente.
A dor pélvica aguda em mulheres jovens é uma queixa comum na emergência e exige uma abordagem diagnóstica sistemática devido à ampla gama de possíveis causas, que variam de condições benignas a emergências que ameaçam a vida ou a fertilidade. É fundamental considerar causas ginecológicas, gastrointestinais e urológicas. A anamnese detalhada e o exame físico completo são a base para a diferenciação. Neste cenário, com dor aguda, sinais de irritação peritoneal (irradiação para fossa ilíaca direita, acentuação da dor) e achados ginecológicos como corrimento mucopurulento, colo edematoso/friável, dor à mobilização do colo e dolorimento anexial, a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma forte hipótese. No entanto, é imperativo excluir emergências cirúrgicas como a torção anexial e a gestação ectópica rota, que podem apresentar sintomas semelhantes e exigem intervenção imediata. A torção anexial é uma emergência cirúrgica que requer destorção imediata para preservar a viabilidade do ovário e da tuba. A gestação ectópica rota é uma emergência hemorrágica que pode levar a choque e óbito se não tratada rapidamente. A DIP, embora grave, geralmente permite um período de tratamento antibiótico empírico antes da confirmação microbiológica, mas a internação é frequentemente necessária para monitoramento e exclusão de outras condições.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem Doença Inflamatória Pélvica (DIP), torção anexial, gestação ectópica (rota ou não), apendicite aguda, cisto ovariano roto e endometriose.
A torção anexial é uma emergência cirúrgica porque o suprimento sanguíneo do ovário e da tuba uterina é comprometido, podendo levar à isquemia e necrose. A intervenção cirúrgica imediata é crucial para tentar preservar a função do anexo.
Achados clínicos que sugerem DIP incluem dor pélvica, corrimento vaginal mucopurulento, dor à mobilização do colo uterino, dolorimento anexial, febre e leucocitose.
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