Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Uma mulher apresenta dor pélvica aguda e febre alta. Qual é a conduta inicial mais apropriada?
Dor pélvica aguda + febre alta → Investigação imediata com exames lab/imagem.
Dor pélvica aguda acompanhada de febre alta é um sinal de alerta que exige avaliação imediata para excluir condições graves como doença inflamatória pélvica (DIP), apendicite, abscesso tubo-ovariano ou gravidez ectópica rota, que podem levar a sepse ou choque.
A dor pélvica aguda, especialmente quando acompanhada de febre alta, é uma queixa comum na emergência ginecológica e exige uma abordagem diagnóstica rápida e precisa. A ampla gama de diagnósticos diferenciais, que incluem condições ginecológicas, gastrointestinais e urológicas, torna a avaliação desafiadora. A importância de uma conduta inicial apropriada reside na necessidade de excluir patologias que podem levar a morbidade e mortalidade significativas se não tratadas prontamente. A fisiopatologia subjacente pode envolver processos infecciosos, inflamatórios ou isquêmicos. Condições como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), abscesso tubo-ovariano, apendicite aguda, gravidez ectópica rota e torção anexial são exemplos de emergências que se manifestam com dor pélvica e, frequentemente, febre. A febre indica um processo inflamatório ou infeccioso sistêmico, elevando a urgência da investigação. A conduta inicial mais apropriada envolve a coleta imediata de exames laboratoriais (hemograma, PCR, beta-hCG, EAS, culturas) e de imagem (ultrassonografia pélvica, TC se necessário). Esses exames são cruciais para diferenciar as causas e guiar o tratamento, que pode variar de antibioticoterapia empírica para DIP a intervenção cirúrgica para apendicite ou gravidez ectópica rota. O atraso na investigação pode resultar em complicações graves como infertilidade, dor pélvica crônica, sepse ou ruptura de órgãos.
As causas incluem doença inflamatória pélvica (DIP), abscesso tubo-ovariano, apendicite aguda, pielonefrite, gravidez ectópica rota e torção de ovário, embora a febre seja menos comum nesta última.
Hemograma completo (leucocitose), PCR (inflamação), beta-hCG (excluir gravidez), EAS e urocultura (infecção urinária), culturas cervicais/vaginais (DIP) são essenciais para guiar o diagnóstico.
A ultrassonografia pélvica (transvaginal e abdominal) é o exame de imagem de primeira linha para avaliar útero, ovários e tubas. Em casos selecionados, tomografia computadorizada pode ser útil para excluir apendicite ou abscessos maiores.
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