Dor Pélvica Aguda em Mulheres: Diagnóstico e Exames

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Mulher, 30 anos, G2P2, dá entrada no pronto-socorro com dor pélvica aguda, localizada em fossa ilíaca direita. Apresentou descompressão brusca positiva e toque vaginal doloroso em fundo de saco posterior. O clínico de plantão aventou algumas hipóteses, dentre as quais torção de anexo direito, apendicite aguda e prenhez ectópica direita. O ginecologista foi chamado para avaliar a paciente. Qual(is) exame(s) ele deve solicitar para elucidar o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Tomografia computadorizada de pelve.
  2. B) Ultrassom transvaginal.
  3. C) Ultrassom de abdome total.
  4. D) ß- HCG sérico. 
  5. E) As alternativas b e d são as melhores opções.

Pérola Clínica

Dor pélvica aguda + suspeita ectópica/anexo → USG transvaginal + ß-HCG sérico.

Resumo-Chave

Em mulher jovem com dor pélvica aguda e suspeita de prenhez ectópica ou torção de anexo, o ultrassom transvaginal é essencial para avaliar os órgãos pélvicos, e o ß-HCG sérico é mandatório para excluir ou confirmar gestação e sua localização.

Contexto Educacional

A dor pélvica aguda em mulheres em idade fértil é uma queixa comum no pronto-socorro e representa um desafio diagnóstico devido à ampla gama de possíveis etiologias, que variam de condições benignas a emergências que ameaçam a vida. A anamnese detalhada e o exame físico, incluindo o toque vaginal, são os primeiros passos essenciais para direcionar a investigação. Sinais como descompressão brusca positiva e dor em fundo de saco posterior sugerem irritação peritoneal e podem indicar condições como apendicite, torção de anexo ou prenhez ectópica rota. Diante de hipóteses como torção de anexo e prenhez ectópica, a investigação complementar deve ser rápida e eficaz. O ultrassom transvaginal é o exame de imagem de escolha, pois oferece alta resolução para visualizar o útero, ovários e tubas uterinas, permitindo identificar massas anexiais, líquido livre na pelve e a presença ou ausência de gestação intrauterina. Paralelamente, a dosagem do ß-HCG sérico é mandatório em qualquer mulher em idade fértil com dor pélvica, mesmo que negue gravidez, para confirmar ou excluir uma gestação e, se presente, auxiliar na diferenciação entre gestação intrauterina e ectópica. A combinação desses dois exames é fundamental para um diagnóstico precoce e preciso, permitindo a conduta adequada e minimizando riscos, especialmente em casos de prenhez ectópica, que é uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. Residentes devem dominar essa abordagem diagnóstica para garantir a segurança e o melhor desfecho para suas pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de dor pélvica aguda em mulheres em idade fértil?

As principais causas incluem prenhez ectópica, torção de anexo, doença inflamatória pélvica (DIP), cisto ovariano roto ou hemorrágico, apendicite aguda e infecção do trato urinário.

Por que o ultrassom transvaginal é preferível ao ultrassom abdominal na dor pélvica aguda?

O ultrassom transvaginal oferece melhor resolução e detalhamento dos órgãos pélvicos (útero, ovários, tubas), sendo superior para identificar prenhez ectópica, cistos ovarianos, torção de anexo e outras patologias ginecológicas.

Qual a importância do ß-HCG sérico na avaliação da dor pélvica aguda?

O ß-HCG sérico é crucial para confirmar ou excluir uma gestação, sendo indispensável para o diagnóstico diferencial de prenhez ectópica, uma condição potencialmente fatal que requer intervenção imediata.

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