SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Assinale a única afirmativa abaixo que não faz parte do diagnóstico diferencial de dor pélvica aguda:
Salpingite ístmica nodosa = causa infertilidade, NÃO dor pélvica aguda.
A salpingite ístmica nodosa é uma condição crônica associada à infertilidade e gravidez ectópica, mas não é uma causa comum de dor pélvica aguda. As outras opções representam emergências ginecológicas ou cirúrgicas que cursam com dor aguda.
A dor pélvica aguda é uma queixa comum em serviços de emergência, especialmente entre mulheres em idade reprodutiva, e representa um desafio diagnóstico devido à vasta gama de etiologias, que podem ser ginecológicas, urológicas, gastrointestinais ou musculoesqueléticas. A capacidade de realizar um diagnóstico diferencial rápido e preciso é crucial para residentes, pois muitas causas são emergências que exigem intervenção imediata para preservar a vida ou a fertilidade. Entre as causas ginecológicas de dor pélvica aguda, destacam-se a gravidez ectópica rota (ameaçadora à vida), a torção de cisto ovariano (que pode levar à necrose ovariana), a doença inflamatória pélvica aguda (DIPA) e a ruptura de cistos ovarianos (funcionais ou endometrióticos). Causas não ginecológicas importantes incluem apendicite aguda, diverticulite e infecção do trato urinário. A salpingite ístmica nodosa, por outro lado, é uma condição crônica caracterizada por alterações histológicas na tuba uterina, associada principalmente à infertilidade e ao risco aumentado de gravidez ectópica, mas não é uma causa típica de dor pélvica aguda. A abordagem diagnóstica envolve uma anamnese detalhada, exame físico completo (incluindo exame abdominal e pélvico), e exames complementares como teste de gravidez (beta-hCG), ultrassonografia pélvica (transvaginal e abdominal), hemograma e exames de urina. A exclusão de condições que demandam cirurgia de emergência é a prioridade. Residentes devem estar aptos a identificar os sinais de alerta e a solicitar os exames apropriados para um manejo eficaz.
As principais causas incluem gravidez ectópica rota, torção de cisto ovariano, doença inflamatória pélvica aguda, cisto ovariano roto (funcional ou endometriótico) e abortamento.
A diferenciação envolve anamnese detalhada (ciclo menstrual, vida sexual, sintomas associados), exame físico (abdominal e pélvico) e exames complementares como beta-hCG, ultrassonografia pélvica e hemograma.
A salpingite ístmica nodosa é uma condição crônica caracterizada por hiperplasia e divertículos na tuba uterina, geralmente assintomática ou associada a infertilidade e gravidez ectópica, não a um quadro agudo de dor.
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