Manejo da Dor Oncológica Intensa: Opióides e Vias de Administração

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente de 67 anos é portador de hepatocarcinoma extenso e se queixa de dor de intensidade 8 (escala visual de dor). A dor está associada a náuseas e vômitos. Assinale a alternativa correta em relação ao manejo farmacológico da dor.

Alternativas

  1. A) Tramadol por via enteral
  2. B) Ibuprofeno por via enteral
  3. C) Morfina por via endovenosa
  4. D) Dipirona pela via subcutânea
  5. E) Dipirona e dexametasona por via endovenosa

Pérola Clínica

Dor oncológica intensa (EVA 8) + náuseas/vômitos → opióide forte IV (Morfina) é a escolha inicial.

Resumo-Chave

Em pacientes com dor oncológica intensa (EVA 8) e sintomas associados como náuseas e vômitos que impedem a via oral, a administração de um opióide forte por via endovenosa, como a morfina, é a conduta mais eficaz e rápida para o alívio do sofrimento.

Contexto Educacional

A dor é um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes em pacientes com câncer, especialmente em estágios avançados como o hepatocarcinoma extenso. O manejo eficaz da dor oncológica é um componente central dos cuidados paliativos e da qualidade de vida do paciente. A avaliação da intensidade da dor, frequentemente realizada pela Escala Visual Analógica (EVA), guia a escolha do analgésico e da via de administração. Para dor intensa (EVA 7-10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de opióides fortes, como a morfina. No caso apresentado, a presença de náuseas e vômitos sugere que a via oral pode não ser adequada ou eficaz, tornando a via endovenosa a opção mais rápida e confiável para o alívio imediato da dor. A morfina endovenosa tem um rápido início de ação e permite uma titulação precisa da dose. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com a farmacologia dos opióides, suas doses, vias de administração e manejo de efeitos adversos, como náuseas e constipação. A combinação com antieméticos e laxantes é frequentemente necessária. O objetivo é proporcionar alívio da dor com o mínimo de efeitos colaterais, melhorando significativamente o conforto e a qualidade de vida do paciente oncológico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da Escala Visual Analógica (EVA) na avaliação da dor oncológica?

A EVA é crucial para quantificar a intensidade da dor, permitindo ao médico monitorar a eficácia do tratamento e ajustar a dose dos analgésicos. Uma dor de intensidade 8 indica dor severa que requer intervenção imediata.

Por que a morfina endovenosa é a escolha para dor oncológica intensa com náuseas?

A morfina é um opióide forte e eficaz para dor severa. A via endovenosa garante rápido início de ação e é preferível quando o paciente apresenta náuseas e vômitos, que comprometem a absorção e tolerância da via oral.

Quais são os princípios da escada analgésica da OMS para dor oncológica?

A escada analgésica da OMS preconiza o uso de analgésicos não opióides para dor leve, opióides fracos para dor moderada e opióides fortes para dor severa, sempre com adjuvantes conforme necessário, buscando o alívio da dor com a menor dose eficaz.

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