FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Paciente de 62 anos do sexo feminino com neoplasia de mama e metástases pulmonar e ósseas, evoluindo com quadro álgico importante com diversas passagens pelo pronto-socorro para receber medicações analgésicas. Levando-se em conta os critérios para alívio da dor de pacientes com câncer, é correto afirmar:
Dor oncológica → Analgesia multimodal precoce, via oral preferencial, seguindo escada analgésica da OMS.
O manejo da dor oncológica deve ser abrangente e individualizado, com início precoce da analgesia multimodal. A via oral é preferencial sempre que possível, e a escada analgésica da OMS orienta a progressão do tratamento, incluindo opioides para dor moderada a grave.
A dor é um sintoma devastador e prevalente em pacientes com câncer, impactando significativamente sua qualidade de vida. O manejo eficaz da dor oncológica é um direito do paciente e um pilar fundamental dos cuidados paliativos, exigindo uma abordagem proativa e individualizada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe uma escada analgésica de três degraus, que orienta a escolha dos analgésicos com base na intensidade da dor. Para dor leve, analgésicos não opioides; para dor moderada, opioides fracos (com ou sem não opioides e adjuvantes); e para dor moderada a grave, opioides potentes (com ou sem não opioides e adjuvantes). A analgesia multimodal, que combina diferentes classes de medicamentos e abordagens, é a estratégia mais eficaz. A via oral é a via de escolha para a administração de analgésicos na dor oncológica, devido à sua conveniência e capacidade de manter níveis séricos estáveis. A analgesia deve ser iniciada precocemente, antes que a dor se torne excruciante, e mantida de forma regular, não "se necessário", para garantir um controle contínuo. A reavaliação constante da dor e dos efeitos adversos é crucial para o ajuste da terapia.
A analgesia multimodal combina diferentes classes de analgésicos e abordagens (farmacológicas e não farmacológicas) para atuar em múltiplos mecanismos da dor, otimizando o alívio e minimizando os efeitos adversos de cada droga isoladamente.
A via oral é a via de administração preferencial para a maioria dos pacientes com dor oncológica, pois é mais conveniente, menos invasiva e permite um controle contínuo da dor, desde que o paciente consiga deglutir.
Os opioides devem ser introduzidos conforme a intensidade da dor, seguindo a escada analgésica da OMS. Opioides fracos para dor moderada e opioides potentes para dor moderada a grave, sempre titulados individualmente.
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