FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2017
Maria, 46 anos, procura a Unidade de Saúde com queixa de dor nas costas. Há 7 dias tentou levantar um balde com roupa e passou a sofrer dessa dor. Trabalha como auxiliar administrativo e deixou de ir ao trabalho por 2 dias. Queixa-se de irritabilidade e insônia nesse mesmo período. Ainda não tomou medidas para aliviar a dor. Maria graduou a dor como moderada, afinal, já sentiu piores. Após avaliação, o médico decide prescrever analgesia medicamentosa além e medidas locais. Como você classificaria essa dor?
Dor nociceptiva = causada por ativação de nociceptores devido a lesão tecidual real ou potencial.
A dor nociceptiva é o tipo mais comum de dor, resultante da ativação de nociceptores por estímulos lesivos ou potencialmente lesivos aos tecidos. No caso de Maria, a dor nas costas após levantar peso indica uma provável lesão musculoesquelética, caracterizando-a como dor nociceptiva.
A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual real ou potencial, ou descrita em termos de tal dano. Sua classificação é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A dor pode ser classificada em nociceptiva, neuropática e mista, com a dor nociceptiva sendo a mais comum e resultante da ativação de nociceptores em resposta a estímulos lesivos ou potencialmente lesivos. No caso de Maria, a dor nas costas surgiu após um esforço físico (levantar um balde), o que sugere uma lesão musculoesquelética, como uma distensão ou contratura. Essa ativação dos nociceptores na região lesionada é a característica principal da dor nociceptiva. Embora fatores emocionais como irritabilidade e insônia possam acompanhar a dor crônica ou aguda intensa, a causa primária da dor de Maria é claramente de origem tecidual. O manejo da dor nociceptiva aguda, como a apresentada por Maria, geralmente envolve analgesia medicamentosa com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou analgésicos simples, associados a medidas locais como compressas e repouso relativo. É importante diferenciar a dor nociceptiva de outros tipos, como a neuropática (causada por lesão nervosa, com sintomas como queimação, choque ou formigamento) ou a psicogênica (onde o componente psicológico é predominante sem uma causa orgânica clara), para garantir a escolha terapêutica mais eficaz e evitar tratamentos desnecessários ou ineficazes.
A dor nociceptiva é geralmente bem localizada, descrita como latejante, pulsátil, em aperto ou pontada, e está associada a uma lesão tecidual real ou potencial, como cortes, fraturas ou inflamações.
A dor nociceptiva resulta da ativação de nociceptores por dano tecidual, enquanto a dor neuropática é causada por lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial, manifestando-se como queimação, choque, formigamento ou dormência.
O tratamento inicial para dor nociceptiva aguda musculoesquelética geralmente envolve analgesia medicamentosa (AINEs, analgésicos simples), repouso relativo, aplicação de calor/frio e fisioterapia, visando aliviar a dor e restaurar a função.
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