UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Mulher de 56 anos apresenta dor na coluna lombar irradiada para membro inferior direito, iniciada há várias semanas, intensidade 6/10, com piora à mobilização do membro, acompanhada de sensação de choques no pé ipsilateral e às vezes formigamentos nos dedos do pé. AP: carcinoma de mama com metástases ósseas disseminadas, em tratamento com hormonioterapia paliativa e radioterapia prévia em coluna (L3-L4-L5) há 1 ano. Ao exame físico: discreta alteração de sensibilidade do membro inferior direito, sem déficit motor. O diagnóstico etiológico da dor e a estratégia para o controle dos sintomas são, respectivamente:
Dor lombar irradiada com choque/formigamento em paciente oncológico com metástase óssea → dor neuropática por radiculopatia compressiva.
A dor neuropática em pacientes oncológicos com metástases ósseas na coluna é comum e resulta da compressão de raízes nervosas. O tratamento envolve fármacos específicos para dor neuropática, como antidepressivos tricíclicos ou anticonvulsivantes, que podem ser associados a opioides para controle da dor total.
A dor neuropática em pacientes oncológicos é uma complicação frequente, especialmente em casos de metástases ósseas que comprimem estruturas nervosas, como raízes da coluna vertebral. Sua prevalência é alta e impacta significativamente a qualidade de vida, sendo um desafio no manejo da dor paliativa. É crucial reconhecer suas características para um tratamento adequado. A fisiopatologia envolve a lesão ou disfunção do sistema nervoso central ou periférico. O diagnóstico é clínico, baseado na descrição da dor (queimação, choque, formigamento, disestesias) e na localização anatômica que sugere compressão nervosa. A história de câncer com metástases ósseas na coluna é um forte indicativo. O tratamento da dor neuropática difere da dor nociceptiva. A primeira linha inclui antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina) e anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina). Opioides podem ser adicionados para dor moderada a grave, mas não são a única ou melhor opção para o componente neuropático. A radioterapia e a cirurgia também podem ser consideradas para descompressão.
Sinais incluem dor em queimação, choque, formigamento, alodinia e hiperalgesia, frequentemente irradiando ao longo de um dermátomo, indicando envolvimento neural.
A abordagem inicial envolve o uso de antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) ou anticonvulsivantes (ex: gabapentina, pregabalina), que podem ser combinados com opioides para dor de intensidade moderada a grave.
A dor neuropática tem características de queimação, choque ou formigamento e segue um padrão neural, enquanto a dor óssea é mais difusa, profunda e geralmente piora com o movimento ou peso, sem irradiação específica.
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