Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Homem, 54 anos, portador de úlceras diabéticas em membros inferiores, apresenta dor forte na perna esquerda (intensidade 8). Descreve a dor como lancinante na região das úlceras e dor tipo queimação que se extende até a raiz da coxa. A alternativa correta, quanto ao regime analgésico mais adequado para o paciente, é:
Dor neuropática diabética → Opioides (morfina) + Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina).
A dor neuropática, comum em pacientes diabéticos, especialmente com úlceras, é caracterizada por sintomas como dor lancinante e queimação. Seu tratamento requer uma abordagem multimodal, frequentemente combinando analgésicos opioides para dor intensa com neuromoduladores como antidepressivos tricíclicos.
A dor neuropática é uma complicação comum e debilitante do diabetes mellitus, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Ela surge como resultado de danos aos nervos periféricos (polineuropatia diabética), uma condição crônica que pode ser agravada pela presença de úlceras diabéticas. A dor é frequentemente descrita como lancinante, em queimação ou choque, e pode ser persistente e de difícil controle. A fisiopatologia da dor neuropática envolve uma série de alterações nos nervos periféricos e no sistema nervoso central, incluindo desmielinização, degeneração axonal e hiperexcitabilidade neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado nas características da dor e na presença de fatores de risco como diabetes de longa data e úlceras. A intensidade da dor deve ser avaliada por escalas padronizadas para guiar o tratamento. O tratamento da dor neuropática exige uma abordagem multimodal, pois analgésicos convencionais são frequentemente ineficazes. A combinação de um opioide (como a morfina) para dor intensa com um neuromodulador (como a amitriptilina, um antidepressivo tricíclico) é uma estratégia eficaz. Outras opções incluem gabapentina, pregabalina e duloxetina. O objetivo é aliviar a dor, melhorar a função e a qualidade de vida do paciente.
A dor neuropática diabética é frequentemente descrita como queimação, choque, formigamento, agulhadas, pontadas ou dor lancinante. Pode ser acompanhada de alodinia (dor a estímulos não dolorosos) e hiperalgesia (resposta exagerada a estímulos dolorosos).
Antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina, são eficazes na dor neuropática porque modulam a transmissão de neurotransmissores (noradrenalina e serotonina) no sistema nervoso central, que estão envolvidos nas vias descendentes de controle da dor, independentemente de seu efeito antidepressivo.
A dor nociceptiva resulta da ativação de nociceptores por lesão tecidual real ou potencial, enquanto a dor neuropática é causada por lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial. A dor neuropática tem características sensoriais distintas, como queimação e choque, e responde diferentemente aos analgésicos.
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