UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Paciente com neoplasia pulmonar com metástase óssea em tratamento, evoluindo com piora da dor (escala de dor 6/10) associado a parestesias em membros inferiores. Qual das alternativas é o melhor esquema terapêutico para controle da dor do paciente?
Dor oncológica mista (nociceptiva + neuropática) → Opioide (tramadol) + adjuvante neuropático (pregabalina).
A dor em pacientes oncológicos com metástase óssea frequentemente tem componente nociceptivo e neuropático. O manejo ideal envolve analgésicos opioides para a dor nociceptiva e um agente adjuvante como a pregabalina ou gabapentina para o componente neuropático, visando um controle mais abrangente da dor.
A dor em pacientes com neoplasia pulmonar e metástase óssea é um desafio complexo e multifacetado, frequentemente apresentando componentes nociceptivos e neuropáticos. A dor nociceptiva óssea é causada pela destruição óssea e inflamação, enquanto a dor neuropática surge da compressão ou lesão de nervos adjacentes pela massa tumoral ou metástase. O manejo eficaz da dor é crucial para a qualidade de vida desses pacientes. A presença de parestesias em membros inferiores, como descrito no enunciado, é um forte indicativo de componente neuropático. Nesses casos, a abordagem terapêutica deve ir além dos analgésicos opioides, que são eficazes para a dor nociceptiva, mas menos para a neuropática. É fundamental adicionar um agente adjuvante específico para dor neuropática. O esquema terapêutico ideal para dor mista oncológica combina um opioide (como tramadol para dor moderada ou morfina para dor intensa) com um medicamento adjuvante para dor neuropática, como a pregabalina ou gabapentina. A dipirona atua como analgésico e antipirético, complementando o alívio da dor nociceptiva. Essa combinação visa atuar em diferentes vias da dor, proporcionando um controle mais abrangente e melhorando o conforto do paciente.
O componente neuropático na dor oncológica é sugerido por sintomas como parestesias, disestesias, queimação, choque, formigamento ou dor em 'agulhadas', especialmente em áreas de compressão nervosa ou lesão tecidual.
A dor oncológica, especialmente com metástase óssea, é frequentemente mista (nociceptiva e neuropática). A combinação de analgésicos de diferentes classes, como opioides para dor nociceptiva e anticonvulsivantes/antidepressivos para dor neuropática, permite um controle mais eficaz e abrangente da dor.
Os principais medicamentos adjuvantes para dor neuropática incluem anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina) e antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) ou inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina, venlafaxina).
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