HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015
Em diversos ramos da medicina é necessário que se saiba manejar a dor, uma vez que ela faz parte da grande maioria dos inúmeros quadros clínicos com que o médico se depara, independentemente de sua especialidade. Para isso, é adequado que se diferencie a dor classificada como neuropática daquela dita nociceptiva. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta uma característica da dor neuropática:
Dor neuropática → lesão nervosa, descrita como lancinante, queimação, choque ou formigamento.
A dor neuropática surge de uma lesão ou disfunção do sistema nervoso somatossensorial, resultando em sensações anormais como queimação, choque, formigamento ou lancinamento, frequentemente com alodinia ou hiperalgesia. Diferencia-se da nociceptiva, que é secundária a dano tecidual e ativação de nociceptores.
A dor é um sintoma universal na prática médica, e sua correta classificação é fundamental para o manejo adequado. A dor neuropática, que afeta milhões de pessoas, é definida pela International Association for the Study of Pain (IASP) como dor causada por lesão ou doença que afeta o sistema nervoso somatossensorial. Sua prevalência é significativa, especialmente em populações com doenças crônicas como diabetes. Fisiopatologicamente, a dor neuropática envolve alterações na excitabilidade neuronal, sensibilização central e periférica, e reorganização de vias neurais. Clinicamente, é caracterizada por descritores como "queimação", "choque elétrico", "lancinante", "formigamento" ou "pontadas", e pode ser acompanhada por alodinia (dor a estímulos normalmente não dolorosos) ou hiperalgesia (resposta dolorosa exagerada). O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico detalhado. O tratamento da dor neuropática é complexo e frequentemente multidisciplinar, envolvendo fármacos como antidepressivos tricíclicos, gabapentinoides, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, e opioides em casos selecionados. O prognóstico varia conforme a causa subjacente e a resposta ao tratamento, sendo um desafio terapêutico que exige compreensão aprofundada para residentes e profissionais.
A dor neuropática é frequentemente descrita como queimação, choque elétrico, lancinante, formigamento ou pontadas. Pode vir acompanhada de alodinia (dor a estímulos não dolorosos) e hiperalgesia (resposta exagerada a estímulos dolorosos).
A dor neuropática resulta de lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial, enquanto a dor nociceptiva é causada pela ativação de nociceptores devido a dano tecidual real ou potencial. As características da dor e a resposta ao tratamento são distintas.
As causas incluem diabetes mellitus (neuropatia diabética), herpes zoster (neuralgia pós-herpética), lesões medulares, AVC, esclerose múltipla, compressão nervosa (ex: ciática) e quimioterapia.
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