UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2018
Homem, 18a, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor nas costas há três meses e piora na última semana. Antecedente pessoal: jogador de basquete.Exame físico: estatura = 1,92 m; peso = 69 kg. Assinale a CORRETA:
Dor lombar crônica em jovem atleta, alto e magro → investigar vícios posturais, desequilíbrios musculares e falta de alongamento.
Em jovens atletas com dor lombar crônica e sem sinais de alarme, é fundamental considerar fatores como má postura, desequilíbrios musculares e falta de flexibilidade. A abordagem inicial deve ser conservadora, focando em educação postural, alongamento e fortalecimento.
A dor lombar crônica em adolescentes e jovens adultos, especialmente atletas, é uma queixa comum e um desafio diagnóstico. Embora condições graves como tumores ou infecções sejam raras, é fundamental excluí-las. A maioria dos casos, no entanto, é de lombalgia inespecífica, relacionada a fatores biomecânicos, posturais e de condicionamento físico. A prevalência em atletas jovens é alta devido às demandas físicas do esporte, e a identificação precoce das causas é crucial para prevenir a cronicidade e o impacto na performance. A fisiopatologia da lombalgia inespecífica em jovens atletas frequentemente envolve desequilíbrios musculares (fraqueza do core, encurtamento de isquiotibiais), má postura durante atividades diárias ou esportivas, e técnicas inadequadas de movimento. O diagnóstico é essencialmente clínico, com uma anamnese detalhada sobre a dor, atividades físicas e hábitos posturais, e um exame físico completo para avaliar a amplitude de movimento, força muscular e presença de pontos gatilho. Sinais de alarme (red flags) devem ser ativamente pesquisados para descartar patologias mais sérias. O tratamento da dor lombar inespecífica em jovens atletas é predominantemente conservador. Inclui educação sobre higiene postural, alongamento regular, fortalecimento da musculatura do core e reeducação dos movimentos. A interrupção total da atividade esportiva raramente é necessária; a modificação e adaptação são geralmente mais eficazes. O uso de anti-inflamatórios deve ser pontual e com cautela. Exames de imagem, como tomografia ou ressonância, são reservados para casos com sinais de alarme ou falha do tratamento conservador, para evitar medicalização excessiva e achados incidentais sem relevância clínica.
As causas mais comuns incluem lombalgia inespecífica relacionada a má postura, desequilíbrios musculares, falta de condicionamento físico, estresse mecânico e, em atletas, lesões por sobrecarga ou técnica inadequada.
Exames de imagem (radiografia, ressonância, TC) são indicados apenas se houver sinais de alarme, como febre, perda de peso inexplicada, déficits neurológicos progressivos, trauma significativo, dor noturna persistente ou falha do tratamento conservador após um período adequado.
A abordagem inicial deve ser conservadora, incluindo educação sobre higiene postural, fisioterapia com foco em alongamento e fortalecimento do core, modificação das atividades esportivas (não necessariamente interrupção total) e, se necessário, analgésicos simples.
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