INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 71 anos, aposentado, ex-trabalhador rural durante 35 anos, procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) com dor lombar, predominante no período noturno, associada à perda de peso há cerca de 15 dias. Apresenta dores em região cervical, ombros e joelhos, exacerbadas aos esforços físicos. Relata transplante hepático há 2 anos, por câncer de fígado, fazendo uso regular de medicamento imunossupressor. Exame físico: bom estado geral, eupneico, acianótico, anictérico, afebril e normocorado. Ausculta cardíaca e respiratória sem alterações. Abdome normotenso, indolor à palpação, sem visceromegalias. Extremidades aquecidas e perfundidas, sem edema. Dorso: acentuada lordose lombar e dor à mobilização da coluna lombossacra. Avaliação neuromuscular: força muscular preservada, sensibilidade sem alterações e reflexos normais. Diante desse caso, qual é o exame e a conduta adequada, respectivamente?
Dor lombar noturna + perda de peso + histórico de câncer/imunossupressão = Sinais de alarme para malignidade → Investigar metástase óssea com cintilografia.
A dor lombar com características atípicas, como predominância noturna e associada à perda de peso, especialmente em pacientes com histórico de câncer e imunossupressão, levanta forte suspeita de causas secundárias graves, como metástases ósseas ou infecções. A investigação deve ser direcionada para essas etiologias, e a cintilografia óssea é um exame sensível para detectar lesões ósseas.
A dor lombar é uma queixa comum, mas a presença de "sinais de alarme" exige uma investigação aprofundada para excluir causas secundárias graves. Sinais como dor noturna, perda de peso inexplicada, febre, histórico de câncer, imunossupressão e idade avançada devem levantar a suspeita de condições como metástases ósseas, infecções (osteomielite) ou doenças inflamatórias. Ignorar esses sinais pode levar a atrasos diagnósticos com consequências sérias. Neste caso, o paciente apresenta múltiplos sinais de alarme: dor lombar noturna, perda de peso, histórico de câncer de fígado (transplante há 2 anos) e uso de imunossupressor. Esses fatores aumentam significativamente a probabilidade de uma etiologia maligna (metástase óssea) ou infecciosa. A dor em outras articulações também pode sugerir uma doença sistêmica. Diante desses achados, a conduta inicial deve ser diagnóstica, e a cintilografia óssea é um exame de imagem sensível para detectar lesões ósseas metastáticas ou inflamatórias em todo o esqueleto. A radiografia simples pode ser normal em fases iniciais de metástases. O tratamento sintomático sem diagnóstico definitivo seria inadequado e perigoso. Após a identificação da causa, o tratamento específico (quimioterapia, radioterapia, antibióticos, etc.) será instituído.
Sinais de alarme incluem dor noturna, perda de peso inexplicada, febre, histórico de câncer, imunossupressão, trauma significativo, déficit neurológico progressivo e idade > 50 anos com início súbito da dor.
A cintilografia óssea é altamente sensível para detectar lesões ósseas metabólicas, inflamatórias e neoplásicas, sendo ideal para rastrear metástases ósseas em pacientes com histórico de câncer e sintomas sugestivos de acometimento ósseo.
O transplante hepático por câncer de fígado aumenta o risco de metástases. A imunossupressão, por sua vez, eleva o risco de infecções oportunistas, incluindo osteomielite, que também pode causar dor lombar e perda de peso, exigindo investigação cuidadosa.
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